Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Deixa um vazio imenso e é uma substituição difícil (tl;dr)

Figura de proa dos anos 80, de proa, de popa, de convés, de casco, do navio todo, Cavaco Silva, o político mais profissional do munido ramalhete nacional, modesto, mais modesto que o casebre à esquerda à beira da estrada de Sintra, enxergava-se a si próprio, heterodiegético, quando infact legou ao povo doutrina, o cavaquismo &, como todos os maiores, uma herança imorredoira, baratinha, que sobeja graveto sobejo para anisete e grisettes: o BPN. “Em 2017, o governo prevê gastar mais 561,2 milhões de euros com o que resta do antigo Banco Português de Negócios (BPN), um caso ruinoso e de justiça que desde a nacionalização, em 2008, já custou mais de 3,2 mil milhões de euros (1,7% do produto interno bruto) aos contribuintes.” [1] Silhueta mui grata do povo, personificando o país no estrangeiro, Cavaco Silva, presidente da República, caía redondo na cultura local. Na China, aportuguesando, achinesou-se: “Já me falaram bastante sobre o Ronaldo e eu já tive que aprender como é que se diz Ronaldo em chinês que é Si Lou. Si Lou.”
Um líder assim varonil pinga o amor viril, taurino, verdadeiro, o Cupido flechou Dias Loureiro: “Este processo todo, perdi um amigo, em todo este processo, tenho pena de o ter perdido, mas, e fui eu que rompi. Disse: não. Não quero assim. Foi o professor Cavaco Silva – é uma grande novidade que lhe ‘tou a dar. Tenho muita pena, de facto. Eu dei ao professor Cavaco Silva tudo o que tinha de melhor, na minha ca… tudo o que pensei de melhor às vezes foi p’a lhe dar, foi p’a escrever p’a ele. Acho que ele não se portou bem comigo, neste processo todo. E, portanto, acabou. As coisas seguem e seguem o seu rumo. Nunca disse isto antes em público, ‘tou-lhe a dizer agora. Tenho muita pena, fui muito dedicado a ele, fui muito amigo dele, achei que não teve comigo uma conduta adequada.” (abril 2017).
Numa tradição bem portuguesa, como o bolo de tomate com bagas de goji ou o dubstep na Zona J, Chelas, os presidentes da República proclamam-se imaculados, aeronautas, flutuadores, a-ideológicos. Cavaco Silva: «Observando a zona euro, verificamos que a governação ideológica pode durar algum tempo, faz os seus estragos na economia, deixa faturas por pagar, mas acaba sempre por ser derrotada pela realidade», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção no encerramento do Conselho da Diáspora, que decorreu no Palácio da Cidadela, em Cascais. A «ideologia económica» na zona euro, continuou, «só resiste como modo de vida de comentadores, de analistas políticos, de articulistas que fazem o deleite de alguns ouvintes, de alguns leitores, em tempos de lazer» e o ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis é «um exemplo claro que essa governação económica só resiste nos comentadores» [2]. «Na governação concreta, o que domina é o pragmatismo», defendeu.” (Expresso, 22 de dezembro de 2015). [3] O inquilino seguinte do palácio de Belém, recebendo 7248 € / mês, também se pode dar ao luxo de viver na realidade sem ideologia. Marcelo Rebelo de Sousa: “A realidade é mais forte que a ideologia. A ideologia é muito importante, mas depois há um ponto em que o pragmatismo é essencial. Num mundo em que é preciso lutar e competir.” (Nova Iorque, em inglês, perante a Câmara do Comércio Luso-Americano e empresários luso-americanos, 22 de setembro de 2016).
Presidente, Cavaco Silva, bom aluno, oferece a maçã ao presidente alemão Joachim Gauck de visita: “Aprendemos a lição nos últimos anos (…). O povo português teve um comportamento extremamente responsável, e queremos agora, de uma forma clara, entrar numa trajetória de crescimento económico e de criação de emprego, em particular, pensando nos nossos jovens.” (junho 2014).
Afora, Cavaco Silva provou que não era bota-de-elástico, antes umas chuteiras Adidas Nemeziz Messi 17+ 360 Agility Firm Ground, condecorando Cristiano Ronaldo com o Grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique: “A genialidade de Ronaldo, o seu extraordinário talento, internacionalmente reconhecido, tem levado o nome de Portugal às sete partidas do mundo. (…). Quando entra em camponão tem apenas com ele os 10 companheiros da equipatem a seu lado 10 milhões de portugueses. O país inteiro. Tem com ele os milhões de portugueses espalhados pelo mundo que trabalham e lutam no estrangeiro, para esses portugueses a vitória de Ronaldo é fonte das maiores energias.” (20 de janeiro de 2014).
Reportagem na CMTV. “Ao longo da cerimónia de condecoração muitos se questionavam quem a mulher que acompanha Cristiano Ronaldo? Percebeu-se desde logo que seria a assessora responsável por fazer o craque seguir o protocolo ao minuto, e entre os dois bem que se pode dizer que houve empatia à primeira vista. Chama-se Carla da Cruz Mouro, é consultora para os assuntos da juventude e desporto da presidência da República, e foi a mulher em evidência na cerimónia [4]. Assim que saiu da viatura que o trouxe ao palácio de Belém, Cristiano Ronaldo foi sempre acompanhado de perto por Carla. (…). CR7 estava bem-disposto e começou logo a brincar com a consultora e os jornalistas. Ronaldo: «Não falo aqui, pois não?» Carla: «Não, não, não, não fala aqui». Ronaldo (aparte para os jornalistas): «Não me deixam falar». O caminho foi sempre feito a sorrir. Até nos breves momentos de reunião com o presidente da República, Carla Mouro esteve por perto, (senta-se nas cadeiras ao lado de Cavaco, como boa menina, puxando a saia para baixo e fechando as pernas), antes da condecoração, tempo para mais trocas de palavras e sorrisos, e mesmo quando Carla se afastou, Ronaldo seguia-a com o olhar. (…). Já de insígnia ao peito, e sem a rigidez completa do protocolo, ambos se mostraram ainda mais descontraídos. Depois dos cumprimentos, CR7 parece querer juntar-se de novo a Carla, mas era tempo de fotografar. Ronaldo foi invadido pelos flashes, mas depois obrigou a companheira de cerimónia a juntar-se a ele. (…). Pouco depois a condecoração chegava ao fim, mas não a cumplicidade. Carla e Cristiano Ronaldo caminharam lado a lado e a consultora até ajeitou a insígnia do craque. Mais uns passos e uma última foto agora privada de Carla e Cristiano Ronaldo, numa tarde onde a empatia esteve no ar. [5]
1984. Outubro. Quarta-feira, 17, “nem os dotes oratórios de Almeida Santos nem as afirmações de rigor por parte de Ernâni Lopes foram suficientes para dourar a pílula num défice agravado de 73 milhões de contos e nada mais. Hoje, pelas 21h00, quando terminou a primeira sessão do debate da «proposta de alteração à proposta de lei» de orçamento suplementar para 1984, ninguém estava convencido, nem na oposição nem na maioria. Por parte do governo, foi uma equipa abatida e suspensa dos «avisos» de João Salgueiro, em nome do grupo parlamentar do PSD, e de Almerindo Marques, pela bancada do PS, que saiu do hemiciclo. Este debate constitui desde já uma séria ameaça ao executivo de Mário Soares e anuncia-se como o prelúdio de uma batalha bem mais difícil: a do Orçamento do Estado para 1985. Perante o espanto de grande número de deputados, Ernâni Lopes iniciou o debate do orçamento suplementar com uma curiosa explicação: a proposta de um défice adicional de 73 milhões de contos «não põe em causa o rigor de gestão orçamental do governo», não reflete «alteração ou erro de política económica geral e / ou de política orçamental» e corresponde a uma solução que se «revestiu de evidente interesse para a economia nacional». A maior dificuldade do ministro das Finanças consistiu porém em desfazer o imbróglio suscitado pelo aparecimento repentino de um défice adicional de 45 milhões, em relação aos 28.1 milhões que constavam da proposta de orçamento suplementar. A existência deste «buraco», de que os membros da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças apenas tiveram conhecimento na segunda-feira e que eleva o défice do ano a 249.5 milhões de contos, motivou a entrega, hoje mesmo, de um texto de alteração à proposta oficial. Segundo Ernâni Lopes isso ficou a dever-se ao facto de o Banco de Portugal ter informado o governo, já depois de o orçamento suplementar ter sido enviado à AR, de que «não poderia transferir para o Tesouro, a título de rendimentos de propriedade, a quantia de 45 milhões de contos que estava inscrita como receita neste capítulo do Orçamento do Estado de 1984». Esses rendimentos deveriam ser obtidos pela venda de ouro que se tornou desnecessária face à evolução favorável da situação cambial do país, acrescentou. Quanto à restante parcela do défice suplementar, os 28.1 milhões de contos inicialmente anunciados, o ministro disse que ela se devia à necessidade de reforçar em 5 milhões de contos as verbas de investimento da Administração Central e em 23 milhões as transferências para as empresas públicas. (…). Segundo Bagão Félix, do CDS, o rigor orçamental só tem equivalente na falta de rigor das palavras do ministro das Finanças. De acordo com este deputado a iniciativa governamental implica um acréscimo de 15,7 % das despesas correntes do Estado e um agravamento do défice público em 41,3 %. Fazendo as contas, acrescentou, resulta que cada português terá que pagar este ano «ainda mais 7 contos ao Estado sem que veja os benefícios reais de tal fatura». (…). Carlos Carvalhas, do PCP, foi um dos que lembrou a meta da redução do défice orçamental deste ano para 6.1 % do PIB. Com a proposta inicial de revisão do orçamento essa percentagem foi aumentada para 8,8 % e com o acrescento dos 45 milhões de contos do ouro não vendido, ela subiu para 9 %. (…). E a verdade é que os pobres argumentos do ministro das Finanças e do ministro de Estado não foram suficientes para convencer sequer a maioria. Depois de um longo silêncio que se arrastou desde o início da sessão, a meio da manhã, até às 20h00, João Salgueiro veio a terreiro para dizer que também não entrava naquele buraco. Ouvido num silêncio sepulcral o ex-responsável das Finanças sublinhou que «se agravar o défice era grave em 1983, agravá-lo em 1984 é igualmente grave». Isto é, não serve de nada dar votas às contas para explicar o inexplicável: a verdade é que o défice acusa um crescimento enorme e os objetivos do governo apontavam em sentido inverso. João Salgueiro, que seria aplaudido de pé pela sua bancada e por parte da do PS, falou num tom extremamente grave insistindo em que a Câmara será chamada a analisar com profundidade «as razões do resvalar do défice». (…). Em sua opinião a «corresponsabilização» da maioria não pode existir se ela não tiver «capacidade para fazer infletir o estilo de funcionamento financeiro, quando ele não parecer adequado». Mas mais do que tudo isto Salgueiro equacionou o problema nos termos seguintes: «A menos que se trate de questões de pessoas estaremos perante problemas institucionais que exigem resposta urgente». E depois lançou um aviso ao gabinete de Mário Soares: «A manifestação da nossa solidariedade ao governo neste momento deve andar associada a um aviso na medida em que a um agravamento do défice como este deveriam andar associadas medidas que o limitassem no futuro». Curiosamente, o deputado social-democrata frisou repetidamente a consonância que julgava existir entre estas posições e as do PS. Logo a seguir Almerindo Marques, em nome da bancada socialista, viria a confirmar este entendimento. Criticando o governo num tom ainda mais severo que o de Salgueiro, aquele gestor bancário disse a certa altura que o PS «não pode deixar de reconhecer os graves riscos que apresenta um défice como aquele que nos é presente». Acrescentando não ignorar as dificuldades existentes, Almerindo Marques sublinhou «com toda a franqueza e lealdade» que «é possível e deveria ter sido feito mais e melhor».”                
Domingo, 21 de outubro, “François Truffaut morreu hoje no hospital americano de Neully, Paris, vítima de cancro. Um dos maiores – e mais discretos – fazedores de sonhos de toda a história do cinema, François Truffaut tinha sido internado há dez dias, entrando rapidamente em coma. Apenas retomou a consciência por breves momentos. Ele estava, nos últimos meses, a levar uma vida recatada, para poder descansar, quando o seu estado de saúde começou a deteriorar-se. Truffaut tinha agora 52 anos, e o seu longo itinerário no cinema começa com «Les quatre cents coups», de 1959 [sob o título local «Os quatrocentos golpes» estreado quinta-feira, 23 de março de 1961 no cinema Avis], e vai até ao «Vivement dimanche!», de 1983, exibido este ano em Portugal [sob o título local «Finalmente, domingo!» estreado terça-feira, 3 de abril de 1984 no Londres]. Truffaut iniciou a sua atividade como crítico cinematográfico, em 1951, pela mão de André Bazin. Frequentemente violentas e apaixonadas, as suas críticas na época heroica dos Cahiers du Cinéma preparavam o movimento da Nova Vaga que, a partir de 1958, iria renovar a indústria cinematográfica francesa. Geralmente ignora-se a sua primeira média metragem, «Les mistons», de 1958, porque só no ano seguinte com «Les quatre cents coups», ele aparece na cena internacional, ganhando o prémio de melhor realização no Festival de Cannes. Mas o virtuosismo, a imaginação e o talento de Truffaut viriam a ser confirmados com «Disparem sobre o pianista» (1960), «Jules e Jim» (1961), «Angústia» (1963), «Fahrenheit 451» (1966), «A noiva estava de luto» (1967) e tantos outros… Truffaut, tímido, falando em voz baixa e fugindo frequentemente ao jetset do cinema, foi o melhor «leitor» europeu de Hitchcock – sobre quem publicou, em 1966, um best-seller recentemente reeditado – e está, há anos, na história grande do cinema como um dos realizadores que mais genialmente transformou algumas «narrativas menores» (fait-divers de imprensa, argumentos parapoliciais, histórias de quotidiano, ideias roubadas à banda desenhada) em dramas docemente irónicos, dotados por vezes de uma paixão obsessiva e imparável. (…). A sua série quase autobiográfica, que arranca com «Les quatre cents coups» e inclui «Beijos roubados», «Domicilio conjugal», marca a relação, que se terá tornado obsessiva e que Truffaut acabou por ter de rejeitar, com a personagem Antoine Doinel, uma espécie de sósia psicológica do realizador. Mas mesmo quando o cinema de Truffaut cedia inteiramente ao império das suas obsessões, quando a realidade se submetia às subtis distorções da sua vida pulsional, como é o caso em «Adèle H.» e em «O quarto verde», por exemplo, ele conseguia – muitos dos seus 25 filmes são testemunho de notável performance – encontrar formas de narração e de verossimilhança que nunca cessaram de fascinar multidões de cinéfilos; Truffaut foi, também, um grande êxito comercial.”          
Terça-feira, 23 de outubro, “o primeiro-ministro português assina amanhã à tarde em Dublin o «constat d’accord» (certificado de acordo) adotado ontem na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dez, disse hoje uma fonte próxima da presidência irlandesa. Para além de Mário Soares deslocam-se à capital irlandesa os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Finanças e do Plano, Jaime Gama e Ernâni Lopes e o presidente da Comissão de Integração Europeia, António Martha. (…). O Conselho de Ministros da CEE considerou ontem «um objetivo firme» que «o novo alargamento da Comunidade se torne uma realidade a 1 de janeiro de 1986, data cujo significado político e económico foi plenamente reconhecido». (…). O texto final do certificado de acordo (constat d’accord) proposto pelos ministros da Comunidade a Portugal foi, ontem, comunicado a Ernâni Lopes, no Luxemburgo, que o aceitou imediatamente. Segundo o ministro das Finanças e do Plano, o documento «retoma no essencial» o projeto recentemente apresentado por Mário Soares ao seu homólogo irlandês e presidente em exercício do Conselho de Ministros da CEE. (…). De acordo com a generalidade dos observadores, Mário Soares foi essencialmente movidona luta que travou para conseguir um compromisso dos governos da CEEpelo desejo de obter um trunfo para uso interno na sua corrida para a presidência da República. O resultado ontem conseguido no Luxemburgo não foi no entanto o desejado pelo primeiro-ministro português. Com efeito, no projeto que apresentou ao seu homólogo irlandês, Soares dizia, explicitamente, que a existência de um «amplo acordo» entre Portugal e a Comunidade «permite igualmente que seja fixada a data de 1 de janeiro de 1986 para a entrada efetiva de Portugal na Comunidade Europeia». A primeira reação negativa a esta formulação que comprometia, solene e irreversivelmente, os governos dos países membros com a «entrada efetiva» naquela data veio de Paris, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros recusou, no princípio do mês, também no Luxemburgo, que no certificado de acordo se fixasse o referido calendário.”
Quarta-feira, 31 de outubro, “Indira Gandhi morreu hoje de manhã na sequência de um atentado realizado por membros da sua segurança pessoal, pertencentes à minoria religiosa sikh, que pouco depois reivindicou a autoria do atentado, afirmando: «Levámos a cabo a nossa vingança». Indira Gandhi foi atingida por oito tiros no estômago e no peito, quando se dirigia a pé para o seu gabinete de trabalho, às 9h40 locais, vindo a falecer, quatro horas mais tarde, no Instituto de Ciências Médicas, em Nova Deli, onde uma equipa de 12 médicos não foi suficiente para lhe salvar a vida. (…). Fontes policiais citadas pela PTI, indicaram que para além dos dois elementos da guarda pessoal de Indira Gandhi houve uma terceira pessoa envolvida no atentado. As mesmas fontes revelaram que, ao contrário do que foi inicialmente noticiado, os autores não foram mortos, estando a ser interrogados pela polícia [6]. Extremistas sikhs reivindicaram, entretanto, a responsabilidade do atentado que vitimou Indira Gandhi. Em telefonema para a agência norte-americana AP, um homem, que não se identificou, disse: «Levamos a cabo a nossa vingança, que viva sempre a religião sikh». O homem acrescentou que esta foi uma ação de «toda a seita sikh». Indira Gandhi fora duramente criticada pelos líderes da minoria religiosa sikh pelo modo como o seu governo tratou os recentes atos de violência no estado do Punjab, norte da Índia. A primeira-ministra indiana tinha já recebido várias ameaças de extremistas sikhs que a responsabilizaram pelo ataque do exército ao Templo Dourado em Amritsar – o santuário mais sagrado dos sikhs – em junho último e no qual morreram centenas de pessoas. (…). Rajiv Gandhi, o filho de Indira, é apontado como o seu provável sucessor à frente do Partido do Congresso, já que, como secretário-geral, ocupa atualmente o segundo lugar na hierarquia partidária. Rajiv encontrava-se ausente da capital indiana quando se deu o atentado que vitimou a mãe, tendo já partido um avião especial para Calcutá para o trazer. Também o presidente da República, Giani Zail Singh, e o ministro da Defesa, Shankarrao Chavan, foram surpreendidos pela morte de Indira Gandhi no estrangeiro. Singh encontrava-se de visita oficial no Iémen do Norte e Chavan tinha iniciado ontem uma visita a Moscovo, devendo ambos regressar a Nova Deli. Ironicamente, Indira Gandhi tinha ontem afirmado, numa reunião pública no estado de Orissa. «Mesmo que eu morra ao serviço da nação, sentir-me-ei orgulhosa disso». «Cada gota do meu sangue contribuirá para o crescimento desta nação e torná-la-á apta e dinâmica». Numa entrevista concedida no princípio deste mês à agência norte-americana UPI, a líder indiana frisou que não receava tentativas de assassínio. «Não tenho medo, costumo até conduzir automóveis abertos. Sou frequentemente atacada. Uma vez um homem apontou-me uma arma e outra vez, em Nova Deli, alguém lançou uma faca contra mim», afirmou, para acrescentar: «E houve sempre as pedras, os tijolos, as garrafas, principalmente em tempo de eleições». A chefe do governo indiano agora morta nasceu em 1917, a cerca de 100 quilómetros de Benares, cidade santa do hinduísmo, e era filha única de Nehru, o primeiro chefe do governo da Índia independente. A senhora Gandhi foi eleita primeira-ministra, pela primeira vez, em 1966, após a morte de seu pai. Desde então Indira esteve sempre no poder, exceto no período de 1977 a 1980, altura em que passou para a oposição, chegando a estar presa em 1978, após a derrota eleitoral do Partido do Congresso face ao Partido Janata. Em 1980, Indira Gandhi conseguiu um espetacular regresso político quando venceu as eleições gerais, 33 meses depois de ter sido afastada. (…). Entretanto, começaram a ser conhecidas as reações à morte da primeira-ministra indiana. Mário Soares lamentou esta «perda irreparável» e afirmou que a morte de Indira «deixa um vazio imenso e é uma substituição difícil». Soares expressou os «sentimentos profundos do governo português» do governo ao embaixador da Índia em Lisboa. Por seu lado, Rui Machete, ministro da Justiça e vice-presidente do PSD, afirmou que «os problemas políticos não se resolvem com este tipo de crimes».”                       
Sexta-feira, 2 de novembro, “mais de centena e meia de mortos e mais de um milhar de feridos – era o balanço esta manhã dos violentos incidentes corridos na Índia depois de a primeira-ministra, Indira Gandhi, ter sido assassinada no dia 31 por guarda-costas de religião sikh. A população enfurecida contra os assassinos foi varrida por uma onda de cólera anti-sikh e, com toda a espécie de armas, desencadeou atos de extrema violência contra os elementos sikhs, facilmente reconhecíveis pelas barbas e pelo turbante. Neste momento, já não se veem praticamente sikhs nas ruas das cidades indianas. Lojas, casas, templos pertencentes aos sikhs foram apedrejados, incendiados, saqueados. Em Nova Deli grupos de hindus cercaram o templo Rakab Ganj, capturaram dois sikhs regaram-nos com gasolina e atearam-lhes fogo. Um dos sikhs foi empurrado em chamas para dentro do templo e o outro morreu carbonizado no exterior. Perto da localidade de Gwalior, no estado de Madhya Pradesh, grupos de hindus enfurecidos atacaram um comboio e mataram à paulada doze passageiros, ferindo gravemente mais quarenta. Quanto isso, em Nova Deli, sucedem-se os tumultos que incluem o saque e incêndio de carros, lojas e casas que os hindus suspeitam pertencerem a indivíduos da seita sikh. (…). A polícia em muitos casos manteve-se paralisada perante os incidentes dada a sua inferioridade numérica. Aliás, entre os mortos contam-se polícias. No entanto, as autoridades indianas deram mostras de grande serenidade, escolhendo imediatamente para primeiro-ministro o filho da senhora Gandhi, Rajiv Gandhi, antigo piloto comercial, que foi empossado na madrugada a seguir ao crime. Na sua primeira mensagem à nação, Rajiv que disse «Indira não foi só minha mãe, mas também a mãe de toda a Índia», e apelou a todos os grupos étnicos, religiosos e políticos em que a gigantesca Índia se divide para que se esforcem por manter a paz e a concórdia nacional. (…). O corpo de Indira, coberto com a bandeira da Índia e rodeado de flores brancas, foi transferido às primeiras de ontem da sua residência oficial, num armão de artilharia, para o palácio Teen Murti, onde o seu pai, Nehru, viveu os últimos anos de vida. O presidente Singh, elemento da comunidade sikh, foi um dos primeiros a desfilar perante a urna. Amanhã o corpo de Indira será colocado num leito de flores e sândalo, no topo de uma plataforma, e ali será cremado. O filho que lhe restava, Rajiv, acenderá a pira funerária. Ali muito perto foi cremado o outro filho, Sanjay, em 1980. Tudo decorrerá na mesma parcela de terra retangular onde os dois outros pais fundadores da Índia independente deixaram as cinzas – Mahatma Gandhi e Nehru. (…). Muito longe, em Los Angeles, EUA, 400 membros da seita sikh festejaram nas ruas com alegria ruidosa na noite de quarta-feira o assassínio de Indira Gandhi.”        
Sexta-feira, 2 de novembro, “O atentado contra Indira foi planeado por um general da capital do estado do Punjab («santuário» sikh) e visava assassinar não só Indira, mas, também, o seu filho e o presidente indiano – afirma, hoje, a imprensa indiana, baseando-se numa suposta confissão do guarda-costas sobrevivente Satwant Singh [7]. Estava em curso, segundo a imprensa, uma grande conspiração que envolvia altas patentes militares. Neste momento, a estão presos os parentes mais chegados dos guarda-costas que meteram o atentado.” 
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[1] Famosíssimo, na História, por fazer rodagem a carros, Cavaco Silva, foi prenunciado por Álvaro de Campos, como uma fada real que o povo sonharia. “À esquerda o casebre – sim, o casebre – à beira da estrada / À direita o campo aberto, com a lua ao longe. / O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade, / É agora uma coisa onde estou fechado / Que só posso conduzir se nele estiver fechado, / Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim. // À esquerda lá para trás o casebre modesto, mais que modesto. / A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha. / Se alguém me viu da janela do casebre, sonhará: Aquele é que é feliz. / Talvez à criança espreitando pelos vidros da janela do andar que está em cima / Fiquei (com o automóvel emprestado) como um sonho, uma fada real.” “Poesia completa de Álvaro de Campos”
[2] Cavaco sobre Varoufakis: “Disse que estava a executar um programa neoliberal de que não gostava mas não tinha outro remédio, esta afirmação sua é a prova provada que na política económica de um país da zona euro, a realidade acaba sempre por derrota a ideologia.” (5 de janeiro de 2016).
[3] Líder querido pelo povo, maioriabsolutizando-o duas vezes, a sua compreensão da realidade que o circunda, axicara-se no cânone chamado pessegada, uma moxinifada no estilo “Da Vinci Claude”: “Des tas de secrets d'Etats sont là devant toi / Un soir dans une ruelle, un homme étrange me declara / Que Marilyn Monroe était une fan de Pompidou / Et qu'elle a déclaré sa flamme en chantant: ‘Pom pom pi dou!’ // Le Dalaï Lama, Serge Lama, Alain Delon / Sont partis au Tibet pour leur chanter La Madelon / On dit qu'il y a des gens qui sont montés dans les soucoupes / Qu'ils ont bu du jus de coco, qu'ils sont coupés au ‘coupe-coupe’ / Juste parce qu'il a parlé du monstre de Roswell / L'armée américaine s'est séparée de Jacques Pradel // Tout se mélange dans ma tête depuis l'aube / Je suis comme dans un chapitre du Da Vinci Claude / Tu Tu Tu Tu Tu… / Tu Tu Tu Tu Tu…” - (2007), p/ Mc Solaar.
[4] Como é normal, a assessora desembestou o bitching. «Estava vestida para um casamento, era um bocadinho exagerado, se calhar porque é uma grande fã de Cristiano Ronaldo e foi assim vestida. Parecia uma convidada e não uma colaboradora. Nestes casos, deve usar-se um vestido mais discreto para não se destacar mais do que o protagonista», explicou Isabel Amaral, presidente da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo. Para a especialista, nada estipula que as mulheres não devam usar minissaias, mas deve imperar o bom senso. «Neste género de cerimónia o vestido deve ser pelos joelhos, aliás dois dedos acima. Não quebrou o protocolo, falhou o bom senso». (…). Vicky Fernandes, autora de livros como «A arte de saber vestir», concorda: «Numa cerimónia na presidência, ir de minissaia não pode acontecer, tal como os decotes não são permitidos. Em trabalho, muito menos. Foi erro da senhora usar aquela saia». Já Paula Bobone, especialista em etiqueta, diz que a escolha da assessora não a chocou «porque ela é jovem e tem bom aspeto». Mas ressalva: «Numa cerimónia em que está o chefe máximo da Nação, convém ser um bocadinho convencional. Se ela fosse mais formal, ninguém falava dela.”
[5] Infelizmente a bonita cerimónia foi manchada pelo machismo, pelo sexismo, pela pestilência da misoginia exalada das nossas sociedades que insulta as mulheres, as secundariza, as inferioriza. Ao descerem as escadas, Cristiano Ronaldo, instado pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, toma a dianteira, colocando-se à frente de Carla da Cruz Mouro, dizendo: “Pode escorregar, assim agarra-se a mim.” Estas lamentáveis cenas enojam numa sociedade desigual que ainda impede uma mulher cair por uma escada abaixo em pé de igualdade com o homem.
[6] “Cerca das 9h20 de 31 de outubro de 1984, Indira Gandhi dirigia-se para uma entrevista com o ator britânico Peter Ustinov, que filmava um documentário para a televisão irlandesa. Ela caminhava pelo jardim da residência do primeiro-ministro na Safdarjung Road n.º 1, em Nova Deli, em direção ao gabinete na vizinha Akbar Road. Ao passar por um postigo guardado por Satwant Singh (22 anos) e Beant Singh (25 anos), eles abriram fogo. O subinspetor Beant Singh disparou-lhe três tiros no abdómen com o seu revólver calibre .38. Então, Satwant Singh disparou sobre ela 30 balas com a sua pistola-metralhadora Sterling depois de ela cair no chão. Após o tiroteio, ambos atiraram as armas e Beant Singh disse: «Fiz o que tinha a fazer. Você faz o que quiser». Nos próximos seis minutos, Tarsem Singh Jamwal e Ram Saran, soldados da Polícia da Fronteira indo-tibetana, capturaram e mataram Beant Singh numa sala. Satwant Singh foi capturado por outros guarda-costas de Gandhi, junto com um cúmplice, tentando escapar e foi gravemente ferido. Satwant Singh foi enforcado a 6 de janeiro de 1989, na prisão de Tihar, com o cúmplice Kehar Singh.”
[7] “Durante o julgamento do Tribunal Supremo, Satwant Singh fez a seguinte declaração: «Que qualquer parte do meu corpo, depois do meu Shaheedi (martírio), seja removida e usada por qualquer um que possa precisar. Contudo, se precisarem dos meus olhos, que as autoridades informem os meus parentes. Não tenho ódio por nenhum hindu, muçulmano, cristão, nem ódio por qualquer religião. Após o meu Shaheedi, que nenhum sikh atire pedra alguma a nenhum hindu. Não sou a favor de qualquer retaliação ou derramamento de sangue por causa do meu Shaheedi. Se provocarmos derramamento de sangue, então não há diferença entre nós e Rajiv Gandhi. Estou orgulhoso da tarefa que realizei! Faço ardas (orações) em frente de Waheguru! (no sikhismo, o deus universal, omnisciente, eterno e sem género). Se for abençoado com uma vida humana, então deem-me a morte dos bravos quando for enforcado. Esqueçam uma vida, se eu pudesse daria mil vidas para matar dushts (bandidos) como Indira Gandhi, e riria enquanto me torno Shaheed (mártir) por enforcamento.”

na sala de cinema

La guerre des boutons” (1962), real. Yves Robert, c/ Jacques Dufilho, Yvette Etiévant, Michel Galabru … sob o título local “A guerra dos botões”, miúdos em pé de guerra é o fim da macacada, o célebre clássico de Yves Robert, reposto sexta-feira, 29 de outubro de 1982 nas matinés do Alvalade. A seu tempo, o filme estreara segunda-feira, 4 de março de 1963 no Tivoli. “Todos os anos, os alunos de Longeverne e os de Velrans fazem a guerra. Uma guerra particularmente movimentada no ano em que as tropas rivais são comandadas, por Longeverne, pelo grande Lebrac e por Velrans por l'Aztec des Gués. Quando, após a primeira batalha, os alunos de Longeverne fazem um prisioneiro, Lebrac tem a ideia de fazer sová-lo pelos seus próprios pais: Arrancamos-lhe todos os botões e guardamos os seus suspensórios e o cinto. O resultado foi tão brilhante que o adversário faz outro tanto, e logo no próprio Lebrac em pessoa. A solução é combater nus, mas isso comporta muitos inconvenientes (picadas de silvas e urtigas, bronquites, etc.), e é preciso recorrer ao pequeno comércio (de cogumelos, lagostins, víboras) para pagar os danos de guerra. A guerra ganha dimensão, com cavalaria e trator, o que não passa sem reações dos pais, que metem os dois capitães no mesmo internato: a reconciliação é inevitável.” “Le grand pardon” (1982), real. Alexandre Arcady, c/ Roger Hanin, Clio Goldsmith, Bernard Giraudeau … sob o título local “O grande perdão” estreado quinta-feira, 4 de novembro de 1982 no cinema Roma. “Em Paris, no início dos anos 80,Raymond Bettoun pelo batismo do seu neto oferece-se Manuel Carreras, um patrão do submundo parisiense, e fica-lhe com os negócios, enquanto o comissário Duche observa de binóculos o clã que, há 15 anos, testemunha ascender no submundo. Mas um elemento perturbador chamado Villars vai reativar a guerra de clãs entre pied-noirs judeus e árabes. A sua arma é Le Sacristain, um assassino a quem Bettoun proporcionou a fuga, mas que não está grato. A guerra está desencadeada.” [1] “Race for the Yankee Zephyr” (1981) real. David Hemmings, c/ Ken Wahl, Lesley Ann Warren, Donald Pleasence … sob o título local “A caçada dos duros” estreado quinta-feira, 3 de fevereiro de 1983 no Monumental. “Nas imagens iniciais, um falso noticiário de atualidades RKO mostra-nos um DC-3, o Yankee Zephyr, um avião de carga da Marinha americana da Segunda Guerra Mundial, descolando com a sua preciosa para depois apenas desparecer nas nuvens… Num lago, algures na Nova Zelândia, o caçador de veados copofone, Gilbert «Gibbie» Carson (Donald Pleasence), entre goles de uma garrafa, salta de um helicóptero para montar armadilhas para veados auxiliado pelo seu jovem sócio, o piloto Barney (Ken Wahl). Mas então, depois de uma discórdia com Barney, vemos Gilbert expulso do helicóptero e abandonado perto de um lago; Gibbie encontra o jackpot: os destroços perdidos de um avião carregado de postais, medalhas militares, álcool… e 15 milhões de dólares em lingotes de ouro, agora avaliados em mais de 50 milhões. Gibbie não topa que o avião esconde uma fortuna, assim, apanha algumas medalhas e vende-as numa loja de antiguidades local por 75 paus cada, antes de embicar ao melhor hotel da cidade para jogar e beber. Entretanto, o antiquário alerta um gangue de criminosos para o achado de Gilbert.” Factos: “o filme baseia-se no caso real do desaparecimento, durante a Segunda Guerra Mundial, de um DC-3 americano, que transportava os pagamentos para a frota americana no Pacífico e despenhou-se, mas foi mais tarde encontrado ao largo da península do cabo York, no norte de Queensland, Austrália. O argumentista Everett De Roche disse que concebeu o filme a partir de uma história, que lhe foi contada por um dos seus vizinhos em Mount Isa em Queensland.” “Por causa de disputas sindicais, que resultaram no produtor Antony I. Ginnane trasladar a produção do filme para a Nova Zelândia, ele fez quatro dos seus próximos filmes lá, sendo eles «Prisoners» (1981), «Mesmerized» (1985), «Strange Behavior» (1981) e «Second Time Lucky» (1984).” “O filme foi rodado na Nova Zelândia em vez da Austrália devido a uma disputa com o Actors’ Equitity. Isto deveu-se à recusa de permitir quatro atores estrangeiros, Ken Wahl (americano), Lesley Ann Warren (americana), Donald Pleasence (britânico) e George Peppard (americano), de serem contratados como cabeças de cartaz nos quatro papéis principais, como tal, isso significava que não haveria ator australiano em nenhum desses papéis. O produtor Antony I. Ginnane levou a produção para a Nova Zelândia e por causa desta deslocação, o realizador inicial, Richard Franklin, que regularmente trabalhava com o argumentista Everett De Roche, abandonou o filme.” “La ragazza di Trieste” (1982), real. Pasquale Festa Campanile, c/ Ben Gazzara, Ornella Muti, Mimsy Farmer … sob o título local “A rapariga de Trieste” estreado sexta-feira, 3 de junho de 1983 no Condes. “Dino Romani é um desenhador de banda desenhada que vive perto de Trieste. Um dia, quando estava na praia, ajuda no salvamento de uma rapariga, Nicole, de se afogar. Entre eles, começa uma relação que se repete de forma esporádica, com a jovem desaparecendo inexplicavelmente por longos períodos. Em Nicole há qualquer coisa de estranho, mas Dino não consegue descobrir do que se trata. Conta frequentemente mentiras destinadas a esconder o próprio segredo. Sofre, de facto, de problemas psíquicos, uma espécie de neurose misturada com esquizofrenia, que a leva inclusive a práticas exibicionistas na tentativa de encontrar o carinho dos outros, e a mudar de repente de humor sem motivo aparente. A convicção de que a manifestação das suas próprias dificuldades impediria a possibilidade de uma relação douradora com Dino, de quem está muito apaixonada, fá-la afastar-se dele. Mas, por acaso, Dino vem a descobrir a verdade e os motivos que levaram a rapariga a distanciar-se: depois de um momento de medo, decide dar uma volta na sua vida sentimentalmente frívola, embarcando com sacrifício na relação com Nicole.” “Les favoris de la lune” (1984), real. Otar Iosseliani, c/ Katja Rupé, Alix de Montaigu, François Michel … sob o título local «Os favoritos da lua” estreado quinta-feira, 26 de setembro de 1985 no Quarteto sala 1. “Galardoado com o Prémio Especial do Júri no 41.º Festival Internacional de Cinema de Veneza, esta comédia do absurdo com o seu extenso desfile de aldrabões, ladrões, anarquistas, prostitutas, inspetores chefes, negociantes de arte e inventores, lembra as agitadas tapeçarias de Robert Altman. A história gira em torno de dois objetos: um conjunto raro de porcelana Limoges do século XVIII e um retrato aristocrático do século XIX. À medida que estas peças são passadas, vendidas ou roubadas de uma personagem para outra, uma vertiginosa dança de roda começa a tomar forma, uma que sugere que, se a História não se repete, certamente rima. Junto com o coargumentista Gérard Brach, cujos outros créditos incluem «Repulsion» [estreado quarta-feira, 13 de agosto de 1969 no Estúdio] e «Tess», [estreado sexta-feira, 31 de outubro de 1980 no Apolo], Otar Iosseliani usa um toque muito ligeiro para expor a futilidade de classe e a ordem social, fazendo uma bagatela das preocupações, tanto dos ricos, como dos pobres.” “The Lady in Red” (1979), real. John Sayles, c/ Pamela Sue Martin, Robert Conrad, Louise Fletcher … sob o título local “Na selva de Chicago” estreado quinta-feira, 24 de abril de 1980 nos cinemas City e Politeama. “Uma das mais fortes introduções no ciclo aparentemente interminável de filmes policiais, situados na época da depressão, do produtor Roger Corman, «The Lady in Red» constrói uma história intrigante em torno da mulher que acompanhou o famoso gangster dos anos 30, John Dillinger, ao cinema, na noite em que ele foi executado pelos agentes federais [2]. Escrito por John Sayles, que começou a carreira criando argumentos inteligentes, que potencialmente elevaram os projetos de cinema de exploitation de Corman ao reino da quase respeitabilidade, «The Lady in Red» é, acima de tudo, um estudo de personalidade, politicamente orientado, com uma inclinação feminista. A história começa numa pequena quinta, onde Polly Franklin (Pamela Sue Martin) sonha, debalde, em tornar-se bailarina nos filmes de Hollywood. Não cai bem ao seu severo e beato pai. Um dia, conduzindo o carro para a cidade, Polly é apanhada por um bando de criminosos e usada como escudo humano durante uma fuga violenta. De repente, carregada de excitação, ela abandona as suas inibições e desfruta um encontro com um homem mais velho e bem-parecido. Voltando para casa nessa noite uma mulher mudada, Polly revolta-se contra os maus tratos do pai e foge para uma nova vida. Então, começa uma odisseia em que Polly é endrominada e usada por homens, invejosamente atacada por mulheres rancorosas e ajudada pelas poucas mulheres bondosas que encontra no mundo grande e cruel. Polly acaba na cadeia após um ato de provocação no local de trabalho, e a sua única alternativa para garantir a libertação antecipada é aceitar trabalhar como prostituta. Isto coloca-a na órbita de vários criminosos de alto nível.” [3]
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[1] “Le grand pardon II” (1992), real. Alexandre Arcady, c/ Roger Hanin, Richard Berry, Gérard Darmon … “O gangster Raymond Bettoun, padrinho de uma família de caides da mafia judaica, de origem pied-noirs e judeus, no seio do crime organizado francês, sai de uma pena de 10 anos e vai ter com o filho, Maurice Bettoun, a Miami, na Flórida. Este último parece ter-se tornado um homem de negócios honesto. Para ter sucesso nas suas operações imobiliárias, a aquisição da ilha de Saruba, ele vai associar-se a um traficante de droga, Pasco Meisner. Maurice ignora que Meisner foi enviado pelo seu primo Roland, que ele havia traído e deixado por morto há dez anos. Pouco depois, Elie, irmão de Roland, denuncia Maurice às autoridades, enquanto Roland se apropria do carregamento de droga de Meisner. Embora esteja furioso com Maurice, por se ter comprometido com um traficante, começa então uma guerra no decurso da qual Raymond desencadeará um último combate para tentar salvar o filho e o que resta da sua família.”
[2] Personagem ficcionada de Polly Hamilton. Nascida a 23 de junho de 1908 como Edythe Gertrude Hamilton, em Fargo. Filha de “uma das famílias respeitadas de Fargo”, pai, John Robert Morley, mãe, Edith M. Boake Hamilton, que viviam numa elegante mansão vitoriana no 330 da 8th Ave. S., Fargo. Tinha dois irmãos mais velhos, Ercyl e Robert Arthur. “Em 1930, Polly era estudante de enfermagem ligada ao Cook County General Hospital em Chicago. Casou-se com Roy Keele, um polícia de Gary, Indiana. Mais tarde o casamento desfez-se e Keele divorciou-a sob acusação de «negligência». Polly, que agora não tinha emprego nem marido para sustentá-la, conhece Ana Cumpanis, uma romena, dona de um florescente negócio no hotel Kostur, em Gary. Cumpanis era mais conhecida por Anna Sage e o seu negócio era a prostituição. Sage convidou-a para trabalhar no Kostur, no entanto, a sua função não é clara. Alguns jornais noticiam que trabalhava como prostituta. O colunista histórico, Curtis Eriksmoen, escreveu outra hipótese em 2008: «Com treino em enfermagem, Hamilton poderia ter auxiliado Sage a tomar conta das raparigas, tratar da contabilidade e ajudar a cuidar das tarefas domésticas». Ou poderia também ganhar um rendimento extra como empregada no saloon Kostur, um bar que ganhou a infame alcunha de Balde de Sangue. As duas mulheres tornaram-se amigas e, frequentemente, iam a festas juntas. (…). No início de junho de 1934, Hamilton conheceu um homem numa boîte de Chicago, que se apresentou como Jimmy Lawrence, um escriturário na Câmara de Comércio de Chicago. Acredita-se que Lawrence era John Dillinger, o criminoso mais procurado pelo FBI.”
[3] A transição da mulher do campo para a cidade, a sua urbanização, cosmopolização, tratado noutras cinematografias. “Underage” (1980), real. Joey Gosiengfiao, c/ Dina Bonnevie, Maricel Soriano, Snooky Serna … “Em 1980, a Regal Films lançou o filme «Underage», protagonizado pelas ex-estrelas infantis das Filipinas, Snooky Serna, Dina Bonnevie e Maricel Soriano, e anunciado como o seu primeiro papel maduro. Causou grande reboliço por causa do poster mostrando-as em biquíni. Para somar à controvérsia, as filipinas eram menores, Snooky, a mais nova, tinha apenas 15 anos. A história é sobre três irmãs, (Celina, Cecilia e Corazón Serrano), que cresceram na província, prestes a enfrentar um mundo totalmente novo na grande cidade. Dina interpreta Celina, a mais confiante das três irmãs, Maricel interpreta Cecilia, que é a mais dura e conflituosa, enquanto Snooky interpreta a dócil Corazón. Por causa do cartaz provocador, retratando estas jovens, um outro foi lançado com um motivo mais inócuo com as raparigas numa bicicleta, mas ainda vestindo roupas curtas. O slogan era: «Adeus doces e pirulitos. Olá rapazes!» Todavia, o poster original não foi retirado e permanece em circulação, por causa da popularidade e notoriedade que possui, que ajudou a consolidar a popularidade do filme. As três atrizes eram tão adoradas como estrelas infantis que o poster ofendeu os fãs. O filme foi realizado por Joey Gosiengfiao e protagonizado por Gabby Concepcion, Mark Gil e Edgar Mande, nos papéis principais masculinos. É basicamente sobre simples raparigas do campo vivendo e descobrindo a maturidade e o amor nas Filipinas.” – “A estas três estrelas da Regal dos anos 80, Maricel SorianoDina Bonnevie e Snooky Serna(…) a produtora cinematográfica «Mãe» Lily Monteverde, da Regal, deu-lhes também papéis principais. Snooky em «Bata Pa Si Sabel» (1981), contracenando com Albert Martinez, Dina em «Katorse» (1980), com Gabby Concepcion, Maricel em «Galawgaw», com William Martinez. (…). Atualmente na casa dos cinquenta, Snooky é mãe de duas filhas, Sam e Sachi – agora nos seus 20 anos – do seu ex-marido, o ator / modelo Richard Cepeda. Também se separou do segundo marido, Niño Mendoza. Snooky foi uma grande vedeta infantil no início dos anos 70, regressando como adolescente em «Underage». Depois, passou um mau bocado cumprindo os seus compromissos no cinema, infelizmente com problemas familiares e outros. Mas, sendo uma pessoa genuinamente boa, os colegas entenderam e até simpatizaram com ela. Nos últimos anos, Snooky resolveu as suas apoquentações e tornou-se numa atriz muito profissional, é um prazer trabalhar com ela. Diz-se que está muito apaixonada por um político de Bulacão. – Após dois casamentos, ambos anulados, Dina parece ter encontrado satisfação no terceiro marido, o governador Deogracias Victor Savellano, de Ilocos Sur. Eles são donos do restaurante Victorino, em Cidad Quezón, onde a bela tapeçaria abel de Ilocos [abel significa «tecer» em ilocano] é exporta e vendida. Dina lidera o movimento para popularizar o abel. Ela ainda aparece nos ecrãs, na televisão e no cinema, de vez em quando. Dina já é avó (glamorosa) «cortesia» de Danica Sotto-Pingris e Oyo Sotto. – Não se tem ouvido falar de Maricel atualmente. Uma pena visto ser tão boa atriz. Pense em «Kaya Kong Abutin ang Langit»(1984), de Maryo J. de los Reyes, «Hinugot sa Langit» (1985), de Ishmael Bernal, «Ikaw Pa Lang ang Minahal» (1992), de Carlitos Siguion Reyna e «Dahas» (1995), de Chito S. Roño. O seu casamento com Edu Manzano, ator / político americano-filipino, não durou muito. Maricel tem dois filhos: Sebastien Soriano, filho da atriz e um político de Mindanau, Cesar Jalosjos; e Marron Soriano, filho adotivo do seu ex-namorado Ronnie Ricketts.”
Na década seguinte foi realizado outro filme. “UnderageToo” (1991), real. Maryo J. de los Reyes, c/ Dennis da Silva, Alice Dixson, Eddie Gutierrez … E mais uma década, umatelenovela, de curta duração, transmitida na ABS-CBN, “Underage” (2009), real. Manny Q. Palo, c/ Melissa Ricks (Celina), Empress Schuck (Cecilia) e Lauren Young(Corazón). “É uma história de entrada na idade adulta de três irmãs (Celina, Cecilia e Corazón), que cresceram na província e não conheceram nenhum outro amor, exceto aquele que a mãe lhes dedicava. Na sua cidade, os vizinhos desprezavam a família delas, e viam a mãe como imoral por ter engravidado de três homens diferentes, todos americanos. Dotadas de beleza, inteligência e charme, brotaram numas adolescentes apáticas e teimosas, que julgam-se a si próprias e à mãe como as únicas pessoas importantes no mundo.”

no aparelho de televisão

Man from Atlantis” (1977-1978), c/ Patrick Duffy, Alan Fudge, Belinda Montgomery … série americana, sob o título local “O homem da Atlântida» transmitida na RTP 2 pelas 21h00, às quartas-feiras, de 4 de março / 20 de maio de 1981. “Na série, Patrick Duffy interpreta um homem com amnesia a quem foi dado o nome Mark Harris, pensa-se ser o único sobrevivente da civilização perdida de Atlântida. Possui dons excecionais, incluindo a capacidade de respirar debaixo de água, resistir a pressões de profundidade extremas e força sobre-humana. Os dedos das mãos e dos pés estão interligados por uma membrana, os seus olhos são invulgarmente sensíveis à luz e nada usando braços e pernas de forma parecida ao estilo mariposa subaquático ou à pernada de golfinho. Após a sua descoberta, ele é recrutado pela Foundation for Oceanic Research, uma agência governamental que faz pesquisas altamente confidenciais e explora as profundezas do oceano num sofisticado submarino chamado Cetacean. (…). «O homem da Atlântida» foi a primeira série televisiva americana a ser exibida na República Popular da China em 1980, com o título traduzido por «O homem do fundo do Atlântico». Foi na época em que o «Bando dos quatro» [Jiang Qing, a quarta e última mulher de Mao Zedong, conjurada com Zhang Chunqiao, Yao Wenyuan e Wang Hongwen] perdeu o poder para Deng Xiaoping, e a pesquisa científica começa a atrair a atenção, a par do desenvolvimento económico.” [1] “Studs Lonigan” (1979), c/ Harry Hamlin, Colleen Dewhurst, Brad Dourif … minissérie americana transmitida na RTP 2 pelas 22h00, às sextas-feiras, de 24 de abril / 29 de maio de 1981. “A adaptação televisiva tirada da, outrora proibida por ser muito picante, trilogia dos anos 30, de James T. Farrell(«Young Lonigan» (1932), «The Young Manhood of Studs Lonigan» (1934) e «Judgment Day» (1935)), sobre as lutas e as dores de crescimento de uma juventude autodestrutiva durante a depressão em Chicago, apresentou aos espetadores um Harry Hamlin em bruto, que, não muito antes fizera uma auspiciosa estreia no cinema em «Movie Movie» [sob o título local «Fitas loucas» estreado quinta, 27 de novembro de 1980 no cinema Londres]. Superior em todos os aspetos à anterior versão cinematográfica, de 1960, do clássico de Farrell, com outro virtual desconhecido, Christopher Knight, no papel principal, (Knight permaneceu um desconhecido), esta versão de seis horas, não obstante, não consegui apanhar a paixão, apesar do argumento literário de Reginald Rose, e os fortes desempenhos de veteranos como Charles Durning e Colleen Dewhurst, nos papéis de pais de Studs.” [2] “Les dames de la côte” (1979), real. Nina Companeez, c/ Edwige Feuillère, Françoise Fabian, Francis Huster … minissérie francesa, sob o título local “O jogo das damas” transmitido na RTP 2 pelas 20h30, às segundas-feiras, de 26 de abril / 31 de maio de 1982. “De 1911 a 1921, na costa da Normandia, a vida de três famílias burguesas (Hérart, Villatte, Decourt) e a sua criadagem vai ser perturbada pela Primeira Guerra Mundial. Fanny Villatte, jovem romântica e exaltada, recebe a visita dos seus primos afastados, Raoul e Marcel Decourt. Marcel é doce, romântico e idealista, enquanto o irmão se mostra frio, cínico e sedutor. A mãe deles, Clara, malcasada com um homem indiferente, deve nesse mesmo dia contratar uma criada. Ela hesita entre duas jovens camponesas: Georgette e a sua prima Blanche. Se Blanche mostra-se «boa rapariga» mesmo um pouco desastrada, Georgette não receia evocar com aprumo a inevitável necessidade de trabalhar para as raparigas da sua condição. Clara contrata Blanche que rapidamente se casa com o cocheiro de Louis Hérart, parente da família Villatte e parte para viver na casa deste último, ao serviço do qual entra como doméstica. Georgette abandona a aldeia para se envolver numa vida de corte.” [3] “Gaston Phébus - Le lion des Pyrénées” (1978), c/ Jean-Claude Drouot, Nicole Garcia, Georges Marchal … minissérie francesa, sob o título local “Gaston Phébus, o leão dos Pirenéus” transmitida na RTP 2 pelas 21h50, às quintas-feiras, de 25 de fevereiro / 1 de abril de 1982. “Este folhetim histórico narra as aventuras de Gaston Phébus, impetuoso senhor feudal do século XIV, casado com Agnès de Navarra. A ação decorre durante a Guerra dos Cem Anos. É a história de Gaston Phébus, conde de Foix e senhor de Béarn. Chamado Phébus por causa da sua cabeleira loira. Gaston casa-se com Myriam, a sua terna amiga de infância, pela qual está perdidamente apaixonado. Infelizmente para ele, deve encontrar-se com o rei da Navarra, e ao mesmo tempo com a sua irmã mais nova, Agnès de Navarra. Esta fica loucamente apaixonada pelo belo Gaston, com a ajuda do irmão, Carlos de Navarra, dito o mau, ela envenena Myriam e consegue casar com Gaston. Este vingar-se-á daquela que fez envenenar Myriam, traindo-a sem parar e promete jamais dormir com ela.” “L'île aux trente cercueils” (1979), c/ Claude Jade, Jean-Paul Zehnacker, Yves Beneyton … minissérie francesa / belga / suíça, livremente adaptada do romance de Maurice Leblanc, sob o título local “A ilha dos 30 caixões” transmitida na RTP 2 pelas 21h25, às sextas-feiras, de 16 de julho / 13 de agosto de 1982. “A ação decorre em 1917. Véronique d'Hergemont (Claude Jade) é uma jovem de 35 anos, que se tornou enfermeira no hospital militar de Besançon na esperança de esquecer um passado que a assombra há catorze anos.Véronique d'Hergemont não se perdoa a morte do pai e do filho, François, desparecidos no mar. A morte dos seus familiares é, com efeito, para ela, o castigo por ter casado com o conde Vorski, contra a vontade do pai. Depois de perceber que o seu próprio pai raptara o miúdo para o proteger, ela abandonara Vorski, que entretanto provou ser um perigoso mitómano, convencido de ter sido chamado para um destino grandioso.” “Classix Nouveaux”, quarta-feira, 22 de setembro de 1982 na RTP 2 pelas 21h00 poderemos ver um concerto gravado ao vivo, no pavilhão Infante de Sagres, com o grupo inglês de rock Classix Nouveaux. (Eles atuaram em Lisboa sábado, 8 de maio de 1982 pelas 21h30 horas no pavilhão “Os Belenenses” com Ferro & Fogo, Street Kids (1ª parte), preço: 370$00). [4]Bijou Pop”, quarta-feira, 29 de setembro de 1982 na RTP 2, pelas 21h00, transmissão da gravação, ao vivo, do concerto do conjunto rock francês Bijou no pavilhão Infante de Sagres. “Vibrantes, impulsivos, cheios de ritmo, considerados um caso sério de popularidade entre os grupos rock de expressão francesa, os Bijou cumprem uma digressão de uma semana entre nós, - dias 8, 9, 10, 11, 12 e 13 de março de 1982 -, com passagem pelas principais cidades do país. O palco de receção para o seu primeiro concerto foi a cidade da Guarda, a que se seguiu Coimbra e ontem Braga. Hoje, será a vez dos Bijou atuarem no Porto de onde seguirão para Lisboa com uma escala por Aveiro. O concerto de despedida terá lugar no pavilhão da Tapadinha, já depois de amanhã.Os Bijou, que integram três elementos - Vincent Palmer (guitarra), Philippe Dauga (baixo) e Dynamite (bateria) – são apontados em França como uma espécie de fenómeno musical, recebendo calorosas críticas e inúmeras referências em toda a imprensa musical francesa, quer pelas suas atuações ao vivo, quer pela qualidade dos diversos álbuns gravados.” [5]
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[1] Os povos subdesenvolvidos mimetizam as culturas mais viris, alfas, dois desses povos, atrasados nos anos 80, nos anos 2000, entrecruzaram-se em dois destinos díspares, o chinês, comprou empresas monopolistas portuguesas por metade do preço, o português, desenvolveu-se no povo mais pobre da Europa, e,… “ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante”, Cavaco Silva. Um e outro povo foram tocados pela série “O homem da Atlântida”. “Um dos aspetos icónicos da série, que aparentemente foi mais popular fora dos EUA - além da forma de nadar, estilo peixe ou sereia, muito imitado nas nossas praias - eram as membranas interdigitais entre os dedos das mãos e dos pés, obviamente prostéticos, utilizados pelo protagonista Patrick Duffy.” “Na aurora da Reforma e Abertura em 1979, «O homem da Atlântida» tornou-se a primeira série americana a ser transmitida na televisão nacional da China. A fantasia de ficção científica, protagonizada por Patrick Duffy, obteve um sucesso marginal na América, mas foi um grande sucesso aqui. Zhan Ze, um dos mais famosos atores de dobragens e professor de comunicação na Universidade da China, recorda a esteia da série, cujo título foi traduzido por «O homem do fundo do Atlântico» (大西洋底来的人/Dàxīyáng dǐ lái de rén). «Era uma série de ficção científica, portanto era algo completamente novo para os espetadores chineses», Zhan disse. «Além disso, as vedetas da série eram tão lindas. Depois de o povo chinês vê-las usando óculos de sol e jogar o frisbee, começaram a fazê-lo também.”
Mesmo os povos mais pobres têm a sua riqueza, o português, maiorizou absolutamente Cavaco Silva. “O presidente da República foi ontem [30/01/2015] assertivo na recusa em ter de se explicar sobre o BES, por entender que antes não falou do Banco Espírito Santo*. «É mentira», disse duas vezes, sobre o facto de se ter ou não referido ao banco de Ricardo Salgado em julho numa viagem. O PSD já fez saber que vai travar a intenção da oposição em esclarecimentos adicionais de Cavaco Silva. «Na Coreia do Sul não fiz nenhuma declaração sobre o BES, fiz três afirmações sobre o Banco de Portugal», defendeu-se ontem Cavaco Silva, notando que é o único político que «tudo o que diz» é depois colocado no site da Presidência. Em julho,quando questionado sobre o BESna visita à Coreia do Sul,Cavaco afirmou que «o Banco de Portugal tem sido perentório e categórico a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo dado que as folgas de capital são mais que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeiramesmo na situação mais adversa»*. Agora, confrontado com a divulgação da carta do antigo presidente do BES, Cavaco garantiu: «Tudo o que se vai dizer ao presidente da República é reservado». Questionado sobre a carta endereçada por Ricardo Salgado à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES, onde revela que reuniu duas vezes em 2014 com o presidente da República tendo alertado Cavaco Silva sobre os «riscos sistémicos» envolvendo o GES e o BES, o chefe de Estado repetiu inúmeras vezes que tudo o que se passa nas audiências que concede «é reservado». Na carta, Salgado relatou os encontros que teve com a cúpula do sistema político português em 2014. Com o presidente reuniu em 31 de março e depois em 6 de maio. Nesta segunda reunião, Salgado diz ter alertado Cavaco «para os riscos sistémicos, designadamente ao nível do setor financeiro» da crise no GES. Dois meses depois, em 7 de julho, o presidente garantia, citando informações do Banco de Portugal, que os portugueses podiam «confiar no BES». Entre uma coisa e outra, a 11 de junho, deu-se um aumento de capital no BES de 1045 milhões.” no Diário de Notícias n.º 53 249.
“Questionado sobre se tenciona responder às perguntas que PS, PCP e BE anunciaram, quinta-feira, que lhe vão enviar, depois de se ter ficado a saber que o presidente teve duas, e não uma, reuniões com Ricardo Salgado sobre o tema BES, Cavaco foi taxativo: «O presidente da República não tem esclarecimentos adicionais a prestar». E reforçou o seu dever de reserva: «Quem fala com o presidente da República tem de ter a absoluta certeza de que aquilo que lhe conta ele não vai dizer a mais ninguém», disse. Cavaco lembrou que «todas as audiências são reservadas, desde logo com o primeiro-ministro que é aquele que informa mais o presidente da República». Em relação às audiências com Salgado, que não negou, disse que «todas as audiências com o presidente da República são muito importantes. Ninguém pede uma audiência ao presidente da República se não considerar que o assunto é muito importante». Questionado sobre se lhe foram entregues documentos, Cavaco foi evasivo e chutou para o governo. «Não há quase ninguém que vá falar com o presidente da República que não me entregue documentos.Se alguém me entregou da parte dos bancoscomo eu não tenho poder executivodevo ter entregue a mesma coisa ao Governo», afirmou. Cavaco lembrou que o presidente «não tem nenhuma competência executiva, não toma nenhuma decisão em relação ao sistema financeiro ou quaisquer outras áreas». «Os senhores ainda não perceberam bem o que é a vida de um presidente da República», sublinhou, revelando que, até este momento, já deu mais de 2500 audiências e sempre sobre assuntos «da maior importância». «Essa é apenas uma e continuará a ser assim», disse, procurando desvalorizar os dois encontros com Salgado.**
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* “O Banco de Portugal tem sido perentório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo, dado que as folgas de capital, são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa, e eu, de acordo com a informação que tenho do próprio Banco de Portugal, considero que a atuação do banco e do governador, tem sido muito, muito correta.” (Coreia do Sul, 21 de julho de 2014).
Niquices, as mais importantes declarações de Cavaco Silva na Coreia do Sul foram: “Comemos bem, chef Jorge muito obrigado pelo almoço que hoje nos preparou.” (Coreia do Sul, 20 de julho de 2014). 
** Cavaco: “As audiências com o presidente da República são reservadas. Eu já reparei que alguns dos senhores e também alguns políticos, disseram e escreveram, que o presidente da República fez alguma declaração sobre o BES. É mentira! É mentira. Alguns invocam uma declaração que eu fiz na Coreia. Na Coreia eu fiz três afirmações sobre o Banco de Portugal e mais nada. Portanto, o que lhe posso dizer, é o que o presidente da República, para poder desempenhar as suas funções, deve continuar ouvindo os portugueses. Continuará a ouvir todos os presidentes dos bancos portugueses quando o solicitarem. Todos os presidentes das associações sindicais ou das associações patronais, todas as universidades e muitos outros portugueses que querem falar com o presidente da República, e todas serão reservadas.” “O presidente da República nunca reserva nunca revela aquilo que se passa com ele. (…). O presidente da República não tem esclarecimentos adicionais a prestar, desde logo, porque não tem nenhuma competência executiva, não toma nenhuma decisão em relação ao sistema financeiro ou quaisquer outras áreas. Os senhores ainda não perceberam bem o que é a vida dum presidente da República. Como eu disse, até este momento já dei mais de 2500 audiências, tratando de assuntos da maior importância. Esta é apenas uma e continuará a ser assim. É a função dum presidente da República, sempre foi assim, a função do presidente da República. E quem fala com o presidente da República tem que ter a absoluta certeza de que aquilo que lhe conta, ele não vai dizer a mais ninguém.” (30 de janeiro de 2015).
Armar-se em anjinho, recompensa os políticos nas urnas e nas tascas, Cavaco Silva é adorado, venerado como a Margaret Thatcher portuguesa, mas alegar ignorância quando se pertence à classe dominante é um “bocadinho” rebuscado, ou então talvez seja um mito urbano a enigmática frase de Vítor Gaspar: “Se eu fizesse declarações sobre a dívida do BES tinha muito a dizer”. “O antigo ministro das Finanças de Passos Coelho deu um «puxão de orelhas» a Ricardo Salgado pelo facto de o ex-presidente do BES ter «expressado dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida portuguesa», reconhece Vítor Gaspar nas respostas às questões da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES, confirmando um episódio revelado no livro «O Último Banqueiro». «Ao abrir a reunião, a minha intenção era a de – de forma enfática – comunicar desagrado pelo ocorrido e demonstrar a sua inconveniência e falta de oportunidade», recorda o ex-ministro das Finanças. «Concluí dizendo que estava convencido que se, por hipótese, eu expressasse dúvidas sobre a dívida do BES a reação dos mercados e do público poderia não ser tão benigna», acrescenta. No entanto, Gaspar esclarece: «Não me parece que possa ter usado as exatas palavras da frase que no livro se encontra entre aspas». Em «O Último Banqueiro», é relatada uma reunião de Vítor Gaspar com os banqueiros, em que Ricardo Salgado se fez representar pelo seu então braço-direito Amílcar Morais Pires, onde o ministro das Finanças aproveita por criticar declarações recentes do banqueiro sobre a dívida portuguesa. Salgado afirmou ter dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida pública no início de Junho, poucas semanas depois de a República Portuguesa ter realizado um leilão de obrigações a 10 anos. De acordo com o livro, na reunião do início de Junho desse ano, Gaspar terá afirmado: «Se eu fizesse declarações sobre a dívida do BES tinha muito a dizer».”
[2] As modernas atrizes já nascem com o desempenho forte na ponta da língua. Maria Ivanova, 1,57 m, 48 kg, 84-61-94, sapatos 37, olhos e cabelos castanhos, nascida a 16 de agosto de 1989, em São Petersburgo, t.c.c. Cat, Emma Piquet, Kaiya, Kate L, Katya, Latoya, Maggi, Maggy, Maia, Martina, Nataly, Nevaeh, Rosemary, Sandy A, Sasha, Vica, Vicca, Victoria, Vika, Vika D, Vika Volkova, Viktoria. Sites: {The Nude} {Indexxx} {Euro Babe Index} {Define Babe} {Alba Gals} {Nubiles} {iafd} {Porn Teen Girl} {European Pornstar} {Mofos} {21 Naturals} {Reality Kings} {First Anal Quest} {Anal Teen Angels} {21 Sextury} {PornHub} {VIPissy} {All Fine Girls} {Legal Porno} {Team Skeet} {Teen Erotica} {Lez Cuties} {Club Seventeen} {Fuck Studies}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16}. Obra cinematográfica: {“Girl Having Anal Sex with Her Horny Big Dick Boyfriend” (2010)} ѽ {“Russian Teens Abused” (2011)} ѽ {“I Want All Your Love”} ѽ {“Wonderful Things”} ѽ {“Spoiled Virgins - Maia”} ѽ {“Vika Volkova”} ѽ {“Vika Volkova”} ѽ {“Fresh Teenage Asshole 4” (2012)} ѽ {“Anal Experience” (2014)} ѽ {“Public Pickups” (2014)} ѽ {“First Anal for a Small Perky Tits Brunette 18 Years Old” (2014)} ѽ {“Anal Teen Angel Vicca” (2014)} ѽ {“Dolce Vita’s New Lover” (2014)} ѽ {“Deep Inside” (2014)} ѽ {“CreampiedTeens” (2015)} ѽ {“Young Sodomy 2” (2015)} ѽ {“Naughty Schoolgirl” (2015)} ѽ {“Angels With Creamy Faces” (2015)} ѽ {“Girl At the Wall” (2015)} ѽ {“ThreesomeVirgins” (2016)} ѽ {“Sweet Lass Gives Up Her Ass” (2017)} ѽ {“Creampie for a Cutie” (2017)} ѽ {“Anal Romance” (2017)}.
Uma grande atriz com provas dadas. Nastia, 1,63 m, 50 kg, 86-58-86, sapatos 36, olhos e cabelos castanhos, nascida a 28 de janeiro de 1989, em Norilsk, Rússia, t.c.c. Alena, Alessandra, Alicia G, Amber, Edison X, Erika, Kseniya, Margarita Mone, Lina, Leila, Marianna, Morgan, Nancy, Naney, Nastya, Nata, Nickel, Nickle V, Rynn, Stela, Stella, Tasha. “A encantadora Marianna é uma rapariga muito sociável que adora comunicar com pessoas diferentes. Estuda línguas estrangeiras e quer ser guia turística, porque o seu sonho é viajar pelo mundo. Marianna gosta de passar o seu tempo livre com os amigos, ir fazer comprar ou beber uma bica e conversar.” Sites: {The Nude} {Indexxx} {Coedcherry} {Define Babe} {Amour Angels} {Euro Babe Index} {Nude Gals} {MPL Studios} {Nubiles} {iafd} {European Pornstar} {Wet Puffy} {Porn Teen Girl} {Karups} {ATK Galleria} {Elite Babes} {Alba Girls} {Twistys}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20fotos21} {fotos22} {fotos23}. Obra cinematográfica: {“Woodman Casting” (2007)} ѽ {Leila and Dennis} ѽ {Leila and Dennis} ѽ {“Intense Duo” (2008) + Sasha} ѽ {“Impish Coeds” (2009) + Marianne} ѽ {“Tender Tribbing” (2009) + Ashlie} ѽ {“Loving Nymphs” (2009) + Ashlie + Nadina} ѽ {“Shared Seduction” (2009)} ѽ {“Workout” (2009)} ѽ {“Finger Hole” (2009)} ѽ {“Finger Fuck” (2009)} ѽ {“Chair Finger” (2009)} ѽ {“Funny Bubbles” (2010)} ѽ {“Stela Anal” (2011) + Raffaella G} ѽ {“Karups Lina” (2011)} ѽ {“Karups Lina” (2011)} ѽ {“Anastasia in Masturbation”} ѽ {“Anastasia in Masturbation”} ѽ {“Necessary Distraction” (2012)} ѽ {“Sensual Treats” (2012)} ѽ {“When Birds Sing” (2012)} ѽ {“Naughty in the Sun” (2012)} ѽ {“18 And Still in School #26” (2012)}.
[3] Trabalhos ligados ao sexo despareceram por completo no capitalismo avançado, porque o consumo de arte, a fruição estética, o êxtase museológico, a contemplação anularam a pulsão pelo truca-truca. Lily, 1,57 m, 81-65-87, olhos azuis, cabelo ruivo, t.c.c. Alison Fox, Lilu. “Lilu é um borrachinho de 19 anos com um sorriso deslumbrante que pode fazê-lo esquecer todos os problemas. Ela vive na Federação Russa, onde já seduziu milhares de homens. As suas impressionantes tetas, tamanho 75, são algo saído de um filme e ela sabe exatamente como exibi-las. Um par de olhos azuis torna o seu olhar irresistível e belíssimo cada vez que ela olha para você. O seu longo cabelo ruivo foi beijado pelo fogo.” Sites: {Indexxx} {The Nude} {Nude Gals} {Alba Girls} {European Pornstar} {Teen Porn Storage} {Elite Babes} {Erotic Beauties} {Amour Angels}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8 + Betty} {fotos9} {fotos10}. Obra cinematográfica: {“Casting Alison Fox”}. Vinka, 1,63 m, 76-61-81, olhos cinzentos, cabelos pretos, t.c.c. Emily. “Emily é uma garota de cabelos pretos que todos desejam. A sua beleza não conhece limites quando ela deixa mais e mais da sua pele exposta. Aquele deslumbrante par de tetas tamanho 75 é uma maravilha do mundo. Nenhum homem pode resistir ao seu charme quando ela posa e mostra como as raparigas cheias de luxúria da Federação Russa fazem a cena delas. Relaxe e veja esta jovem de 18 anos mostrando cada pedacinho da sua beleza para os homens em todo o mundo.”Sites: {Indexxx} {The Nude} {Amour Angels} {Elite Babes} {Met-Art} {Suicide Girls} {Imgrum} {European Pornstar}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4 + Marika} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8}. Obra cinematográfica: {“Black Box”}. Jenny, olhos cinzentos, cabelos castanhos-claros. “Vinda até vós da Federação Russa é uma encantadora jovem de 20 anos que tem um par de lindos olhos cinzentos com um olhar profundo e sedutor que o deixará de rastos. O seu maravilhoso corpo e curvas são o que a trouxe aqui a este show, para não mencionar aqueles assombrosos seios tamanho 80 que ela carrega. Jenny é uma rapariga que pode mantê-lo ocupado por horas.” Sites: {Indexxx} {The Nude} {Showy Beauty} {Amour Angels}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6 + Lilu} {fotos7 + Emily} {fotos8 + Emily} {fotos9 + Emily}.
[4] “A primeira atuação a sério dos Ferro & Fogo foi em janeiro de 1978, no pavilhão do Beira-mar, em Aveiro, com os Tantra. O grupo era formado por João Carlos (voz; ex-Hosanna) e pelos ex-Plutónicos Necas (guitarra), Alfredo Azinheira (baixo) e Mário Rui (bateria). Começam por fazer versões de bandas de hard-rock mas a partir de 79/80 passam a fazer originais. Assinam com a Metro-Som e em 1981 é editado o single «Super Homem». O grupo era formado por Franjas, Alfredo, Necas, Carlos e João Carlos.Em fevereiro de 1982 sai um segundo single, com os temas «Santa Apolónia» e «Gaja Marada», e em julho é editado o álbum «Vidas». Ferro & Fogo nesse ano fazem a primeira parte dos concertos dos Classix Nouveaux no Porto (Pavilhão Infante Sagres) e Lisboa (Pavilhão do Restelo). Em abril de 1984 foi editado, através da Discossete, o single«Oxalá». O grupo acaba por se desligar da editora pois tinha de pagar para ter discos. Entretanto compõem as bandas sonoras de várias peças de teatro infantil, entre as quais a peça «D. Quixote», exibida várias vezes na RTP. Em 1986 deslocam-se ao estrangeiro para atuar para as comunidades portuguesas. Apresentam-se ao vivo em Bruxelas e em Roubaix (norte de França). Iniciam o circuito de bares e discotecas, por todo o país, fazendo covers e sendo especialmente conhecidos por fazerem versões de Iron Maiden e Whitesnake.” “Passaram várias vezes pela televisão portuguesa destacando-se passagem pelo programa «Passeio dos Alegres» e «Berros e Bocas». João Carlos participou em vários programas de talentos como a semifinal do «Chuva de Estrelas», onde interpretou os Whitesnake, «Casa de Artistas» (imitando Robert Palmer) e no programa de ensaio de «Cantigas da Rua» (Cat Stevens). Participaram também em programas como «Domingo Gordo», «Big Show SIC», «SuperBuéréré» e mais recentemente em «Você na TV» de Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira.”
[5] Uma joia da Ucrânia. Andrea C, 87-60-88, 1,70 m, 53 kg, olhos verdes, cabelo loiro, nascida em Kiev, Ucrânia, t.c.c. Andrea, Andren, Elena, Lena. Sites: {The Nude} {Indexxx} {Babes and Stars} {Met-Art} {My Favorite Nudes} {Met-Art} {Model Archive} {Kindgirls} {Simplenu} {Met-Art Hunter}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20} {fotos21}. Obra cinematográfica: {“Future Supermodel” (2003), real. Voronin}.

na aparelhagem stereo

O signo de Jezabel persegue os homens maiores dos países. No país do cabal futuro, esse optimus maximus é, indestronizável, Pedro Arroja: “Um homem que caia pela primeira vez nos braços de uma mulher, fica pegado às mulheres para o resto da sua vida, e irremediavelmente agarrado às coisas práticas da vida, as mais importantes das quais resultam da necessidade de sustentar os frutos saídos dessas relações. A ligação estreita que une a mãe ao filho, muito mais intensa do que aquela que une o pai ao filho, e a necessidade de cuidar dele, confere ao espírito da mulher uma orientação para o lado prático da vida que não está presente, nem de longe, no espírito do homem. E é para esse lado prático da vida que ela constantemente arrasta o homem. Até à morte. Mesmo se o espírito dele, mais desligado das coisas terrenas, tende a voar para as alturas constantemente. Eu deixo ao leitor, se é suficientemente maduro para já ter vivido alguns anos com uma mulher, a faculdade de fazer um teste por si próprio. Decida dedicar um dia da sua vida à especulação metafísica, filosófica ou teológica, e anuncie a sua intenção à sua mulher. Depois, feche-se num quarto sozinho, eventualmente rodeado de livros, para cumprir a sua promessa. Vai ver quantas vezes ela o vai interromper durante o dia a propósito dos mais variados assuntos. É como se cada minuto que você passa ali a contemplar Deus, fosse um minuto que ela considera que você a devia estar a contemplar mas era a ela. (…). Um homem ligado a uma mulher está sempre a ser puxado para o lado prático da vida, e a voltar costas ao seu lado metafísico. Um homem ligado a uma mulher está sempre voltado para ela, e a atender as solicitações dela, e fica de costas voltadas para Deus. Um homem que se queira dedicar inteiramente a Deus, não pode, por isso, ter mulher. Tem de ser celibatário. Mais do que isso, não pode sequer experimentar ter mulher porque, se experimenta, não vai querer outra coisa e fica agarrado para sempre. Tem de ser casto. É esse o sentido do pecado original. Adão caiu nos braços de uma mulher. Voltou as costas a Deus.” [1]
Precisamente / felizmente porque há cada vez mais homens como Pedro Arroja, novos sexos alternativos surgem para que a metafisica não morra. “Um homem foi detido esta terça-feira na localidade de Dayton, no estado norte-americano de Ohio, depois de ter sido apanhado a fazer sexo com uma carrinha estacionada na via pública. O insólito ato foi testemunhado por dois moradores do bairro onde se deu o insólito acontecimento, que depois alertaram as autoridades. De acordo com o relatório policial, uma mulher viu o homem «a baixar os calções e a exibir o pénisinserindo-o em seguida na grelha frontal de uma carrinha vermelha». Depois de «se esfregar no veículo como se estivesse a fazer sexo» durante algum tempo, uma das testemunhas viu o homem a cambalear e a desmaiar no jardim de uma casa. O homem, que estaria alcoolizado, levantou-se algum tempo depois e seguiu caminho, aos tropeções.” [2]
Transcendendo nos anos 80:
 “Haven't Stopped Dancing Yet” (1989), p/ Pat And Mick. “Foram um duo britânico, composto pelos radialistas Patrick Sharp e Mick Brown, ambos de Londres. Editaram um single para caridade, uma versão, todos os anos de 1988 a 1993, alcançando o Top 10 com o single de 1989 [uma versão de “Haven’t Stopped Dancing Yet” (1979), p/ Gonzalez]. As royalties das vendas eram doadas à instituição de caridade Help A Capital Child da rádio Capital FM (uma em cada três crianças em Londres vive abaixo da linha de pobreza). Todos os seus singles foram produzidos por Stock Aitken & Waterman, exceto «Shake Your Groove Thing» (Peaches & Herb, 1978) e «Hot Hot Hot» (Arrow, 1983), que foram produzidos por Stock & Waterman. (…). Em 1993, lançaram o seu único álbum, «Don't Stop Dancin’», que compilava todos os singles e lados-b numa mistura contínua.” █ Goodbye Horses” (1988), p/ Q Lazzarus. Canção escrita e produzida por William Garvey: “Fiz uma mistura de «Goodbye Horses» para a banda sonora de «Clerks II», mas nunca foi editada. Como escritor, músico e produtor desta canção, queria torná-la mais ligeira, pois tem uma associação bastante terrível ao assassino em série em «The Silence of the Lambs», mas na verdade a canção é acerca da transcendência sobre aqueles que veem o mundo apenas terreno e finito. Os cavalos representam os cinco sentidos da filosofia hindu (o Bhagavad Gītā) e a capacidade de elevarmos a perceção acima dessas limitações físicas e ver para além desta perspetiva terrena limitada.” “Q Lazzarus (nome completo Quiana Diana, apelido desconhecido) é uma cantora americana, mais conhecida por um único êxito com a canção de 1988 «Goodbye Horses», escrita por William Garvey, que apareceu nos filmes «Married to the Mob» [sob o título local «Viúva… mas não muito» estreado sexta-feira. 27 de janeiro de 1989 nos cinemas Las Vegas sala1 e Londres] e «The Silence of the Lambs», ambos realizados por Jonathan Demme. Q Lazzarus é conhecida por ter uma voz contralto profunda e rouca. Nasceu em Nova Jérsia, casou nova, fugiu de um casamento de abuso doméstico que, mais tarde, inspirar-lhe-ia a escrever a canção «Tears of Fear». Depois de abandonar o casamento, Q mudou-se para Nova Iorque e tornou-se baby-sitter de um inglês chamado Swan, que não encorajava os seus talentos musicais, tentando dirigi-la para uma «ocupação prática». Em vez disso, Q decidiu conduzir um táxi e continuou a fazer música de forma independente com a sua banda, The Resurrection. Foi descoberta como cantora quanto trabalhava como taxista em Nova Iorque. Ela apanhou o famoso realizador Jonathan Demme, que ouviu a sua maqueta que tocava no táxi. Demme levou-a para Hollywood, onde, apesar do seu apoio, as editoras recusavam contratá-la, porque acreditavam que ela não podia ser comercializada. Q retorquiu: «Comercializo-me a mim própria, sou uma afro-americana que usa rastas e canta rock and roll americano». A música de Q apareceu nos filmes «Twisted», «Something Wild» [sob o título local «Selvagem e perigosa» estreado sexta-feira, 26 de junho de 1987 nos cinemas Las Vegas sala 2 e Londres] e «Married to the Mob», onde se estreou «Goodbye Horses». Ela cantou uma versão de «Heaven» dos Talking Heads, no filme «Filadelfia», de 1993.”     
█ My Sharona” (1979), p/ The Knack. “O vocalista dos Knack, Doug Fieger, escreveu a letra desta canção, que é sobre uma rapariga de quem gostava. Doug estava numa relação douradora quando entrou numa loja de roupas em que trabalhava uma estudante do liceu, com 17 anos, chamada Sharona Alperin (que tinha namorado). A diferença de idades (ele era oito anos mais velho) e o estatuto de uma relação não dissuadiram Fieger que imediatamente se enrabichou: «como levar com um taco de basebol na cabeça» [3]. Com o namorado a ver, ele convidou Sharona para um concerto. Pouco depois, ele termina com a namorada e professa o seu amor por Sharona, criando uma dinâmica esquisita, onde ele se atirava a ela, apesar de ela ter namorado que, frequentemente, assistia aos concertos dos Knack com ela. O clima ficou muito carregado quando Fieger começou a escrever canções sobre ela – não estavam juntos quando ele escreveu «My Sharona». Cerca de um ano depois de se conhecerem, Sharona cedeu e começaram a namorar. Ela juntou-se à tournée da banda e viu como a canção que Fieger escreveu sobre ela elevou-os ao estrelato. Estiveram juntos cerca de quatro anos (e comprometidos, a dada altura), antes de o estilo de vida do rock and roll e o alcoolismo de Fieger se tornarem demasiado para Sharona, e eles terminaram. No rescaldo, Sharona respondeu às perguntas sobre a separação, dizendo que precisava de se tornar a sua própria Sharona, e não a de outra pessoa. Depois de um período para arrefecer os ânimos, Alperin e Fieger ficaram amigos. Alperin esteve com Fieger na última semana de vida deste. Ele morreu de cancro a 14 de fevereiro de 2010. Sharona Alperin tornou-se numa agente imobiliária de topo, especializada em clientela famosa. Depois de Fieger morrer, Alperin escreveu no seu website: «Desde que Doug e eu nos encontrámos pela primeira vez, as nossas vidas mudaram para sempre. É muito raro duas pessoas terem tal impacto uma na outra. A ligação que compartilhámos é algo que guardarei na memória enquanto viver, ele terá sempre um lugar especial no meu coração». Doug Fieger era o irmão mais novo do famoso advogado Geoffrey Fieger, que defendeu o dr. Jack Kervorkian.” [4]  “Sonic Boom Boy” (1987), p/ Westworld. “Designados a partir do filme de ficção científica, «Westworld», foram fundados em 1986 pelo ex-guitarrista dos Generation X, Bob «Derwood» Andrews e pela vocalista americana Elizabeth Westwood. A formação foi completada com o baterista Nick Burton. Antes de gravarem e lançarem o terceiro e último álbum, Burton deixou a banda e foi substituído por Gary «Gaz» Young e Tracey «T.J.» O'Conner, transformando-os num quarteto. Visualmente, o grupo foi estilizado numa aparência reminiscente da banda desenhada e, musicalmente, eram uma mistura de rock and roll clássico dos anos 50, glam e punk, atualizada com caixas de ritmos e sintetizadores. Tiveram um sucesso inicial com o single de estreia, «Sonic Boom Boy», que alcançou o n.º 11 na UK Singles Chart em fevereiro de 1987 e foi usada em anúncios da Sony. Tiveram mais um sucesso no Top 40, «Ba-Na-Na-Bam-Boo», que atingiu o n.º 37 em maio do mesmo ano. Editaram três álbuns antes de se mudarem para o deserto do Arizona, em 1992, para formarem a banda Moondogg.” “Os Moondogg foram fundados no verão de 1994. Regressados após dois anos no deserto do Arizona, Elizabeth Westwood e Derwood Andrews, voltaram para Londres e começaram a trabalhar com Martin Lee Stephenson e o seu estúdio Jungelist, nos arredores de Hoxton East London. O primeiro álbum viu a luz do dia em 1996, «Fat Lot Of Good», recebeu grande elogio da crítica e foi aclamado como uma obra-prima do drum and bass. O álbum foi lançado pela editora Better no Reino Unido e pela Avex no Japão. Só em 2001, o seguinte, «God's Wallop», foi editado na etiqueta experimental britânica D.O.R. Um terceiro álbum, «All The Love In The World», foi lançado em 2004.”
 “Party Fears Two” (1982), p/ The Associates. “O essencial da canção foi escrita em 1977, mas os Associates acharam que o mundo não estava preparado para ouvir a melodia art pop numa era em que o punk e a newwave lideravam. O teclista / guitarrista Alan Rankine lembrou na revista Uncut em 2916: «Sabíamos que não podíamos usá-la em 77. Nem 78. Nem 79. Teria sido um desperdício. Tivemos de esperar pelo tempo certo. Mesmo quando saiu não se parecia com nada. Toda ela é ligeiramente de esguelha. É um pouco perturbadora, mas de alguma forma mexe consigo.” Fizeram uma versão desta canção, os Heaven 17 e os Divine Comedy. “Os Associates foram um conjunto musical escocês de pop formado em Dundee, em 1979, pelo cantor Billy Mackenzie e guitarrista Alan Rankine. O grupo ganhou reconhecimento depois de lançar uma versão não autorizada de «Boys Keep Swinging» de David Bowie, em 1979, que lhes valeu um contrato com a Fiction Records. Continuaram com o álbum de estreia, «The Affectionate Punch» em 1980 e a coletânea de singles, «Fourth Drawer Down» em 1981, ambos louvados pela crítica. Alcançaram sucesso comercial em 1982 com o álbum «Sulk», no Top 10, e «Party Fears Two» e «Club Country», Top 20 singles. Durante esse tempo foram associados ao movimento new pop. Rankine abandonou o grupo nesse ano, deixando Mackenzie a gravar sob o nome Associates até 1990. Reuniram-se por um curto período em 1993. Mackenzie suicidou-se em 1997.” [5]  “Codo (Ich düse, düse im Sauseschritt)” (1983), p/ DÖF. “Os Deutsch-Österreichisches Feingefühl (sensibilidade germano-austríaca) foram uma banda pop austro-germana da Neue Deutsche Welle (de que faziam parte, por exemplo, os Palais Schaumburg ♫ Klaus Nomi ♫ D.A.F. ♫ Nina Hagen ♫ Kraftwerk). Era composta pelos comediantes austríacos, Joesi Prokopetz e Manfred O. «Fredi» Tauchen, e as artistas new wave alemãs, Annette Humpe e a irmã mais nova Inga Humpe (ainda ativa no duo electropop2raumwohnung). Os DÖF lançaram apenas algumas canções, que eram uma mistura de alemão e dialeto vienense. Dessas, as mais famosas estão no LP «DÖF», de 1983, que vendeu mais de 500 000 cópias na região palrante alemão. Os singles da banda foram «Codo», «Taxi» (ambos de 1983) e «Uh-uh-uh mir bleibt die Luft weg» (1984). Após apenas alguns anos, os membros da banda foram às suas vidas.” “Codo (abreviatura de Cosmic Dolm), que é mais recordada pelo seu orelhudo refrão «Und ich düse-düse-düse im Sauseschritt», foi um enorme sucesso na Europa, tornando-se número um nas tabelas da Alemanha, Áustria e Holanda. A canção vendeu mais de um milhão de cópias, ficando cinco semanas no n.º 1 nas tabelas alemãs. Foi feita uma gravação em yinglish, «Cojdoj the flying Schissel», publicada no lado b do single «Love Me».Inga Humpe explica a história por trás da canção: «Codo é uma abreviatura de Cosmic Dolm ou também Cosmic Depp (ambos significando idiota cósmico). Codo era uma criatura extraterrestre sem género específico, que supera o ódio e traz tudo o que nos falta a nós, seres humanos stressados e negativamente sintonizados: bom humor, anedotas, charme e sobretudo amor». Como explicou Joesi Prokopetz num documentário sobre popaustríaco em 2006, o sucesso internacional de «Codo» contaminou também outras canções do grupo, de modo que, inexplicavelmente para ele, «Taxi» (acima de tudo um número de comédia em dialeto vienense) permaneceu nas tabelas dinamarquesas durante várias semanas. «Codo» contém uma progressão de acordes (ocasionalmente trauteados pelo coro dos 50 segundos em diante), que é muito semelhante ao «Buffy theme», a canção título de «Buffy the Vampire Slayer», uma série de TV americana, marco dos anos 90. Em 2006, os Nerf Herder, a banda que compôs e tocou essa melodia, disse que «nunca ouviram falar dos DÖF, e a semelhança era «coincidência».” [6]
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[1] Fornadas de excelentes atrizes russas descarrilharam homens da especulação metafísica, filosófica ou teológica no maior desperdício de mioleira desde o endoidecimento de Thatcher / Reagan. Maya, 1,67 m, 49 kg, 80-61-91, sapatos 38, nascida em 25 fevereiro de 1985 em Volgograd, Rússia. “Maya é uma rapariga primaveril. Todos à volta dela admiram o seu aspeto fresco e humor alegre. Ela é capaz e ávida por dar a sua energia solar a todas as pessoas ao seu redor. O seu nome vem de um dos meses da primavera: maio. Sempre rodeada de flores, ela irradia o brilho de todas as flores campestres da primavera. Maya cheira como miosótis coberta de orvalho. Ela tenta comportar-se como uma mulher madura obstinada e independente, mas é terna na alma. Ela não quer que ninguém descubra a sua verdadeira natureza. Maya tem duas irmãs mais velhas, uma é modelo de Galitsin:Lina. Elas não tem pais. O pai morreu quando eram novas e a mãe foi para o norte ganhar dinheiro. Bem, as nossas miúdas ficaram sozinhas e vivem com querem. Maya gosta muito de aventuras. Se ela pudesse fugiria para uma ilha abandonada e encontrar a felicidade de momentos invulgares. Talvez ela escrevesse uma história sobre as suas viagens radicais. Uma vez Grigori procurava uma rapariga para um filme sobre cavalos. Passou vários meses procurando uma modelo, mas não conseguia encontrar aquela que precisava. Grig tinha um conceito muito claro sobre as filmagens, e por isso não estava satisfeito com as raparigas experimentou para o papel. Uma manhã, Galitsin e Valentina decidiram dar uma volta antes do pequeno-almoço. Desciam o dique e Grig estancou estupefacto. Ele viu um anjo num cavalo branco. Ele ficou maravilhado com os cabelos esvoaçantes de Maya. Ele não acreditava que esta miúda frágil pudesse sentar-se numa sela com tanta confiança. Convidou-a para o estúdio. Quando finalmente tentou filmá-la percebeu que seria um grande sucesso. Maya gosta muito de cavalos. Trabalha com eles e tem muita satisfação e prazer observando estes nobres animais à sua volta. Sites: {The Nude} {jeuneart} {hqcollect}. Entrevista: P: “Quais pensas que são os teus melhores atributos?”, Maya: “Quando tinha 18 anos eram o cabelo. Agora tenho muito orgulho da minha cara.” P: “Cor favorita?”; Maya: “Verde e vermelho.” P: “Programas de TV favoritos, lista de nomes”, Maya: “Фабрика звёзд (Fabrika Zvyozd, Operação Triunfo), uma das raparigas é muito parecida comigo.” P: “Livros favoritos, lista de títulos”, Maya: “Cinderella, Porno de Irvine Welsh.” P: “Filmes favoritos, lista de títulos”, Maya: “Calígula, The War.” P: “Revistas favoritas, lista de nomes”, Maya: “Nudist.” P: “Música favorita, lista de títulos”, Maya: “Pop. ” P: “Altura favorita do dia, porquê?”, Maya: “A noite, estou mais ativa nesse período do dia e geralmente de bom humor.” P: “Qual é a tua formação? Curso?”, Maya: “Instituto técnico.” P: “Falas outras línguas? Se assim for, diz-me algo nessa língua”, Maya: “Não.”, P: “Lugar favorito para viajar, relaxar ou visitar”, Maya: “Gosto de r até ao rio Don. Há um grande estábulo. Gosto muito de caçar.” P: “Quais foram os locais que visitaste?”, Maya: “Samara, Lasarevskoe.” P: “Qual é o teu feriado preferido? (Natal, dia dos namorados, dia de ação de graças, etc.)”, Maya: “O aniversário.” P: “Comida favorita, lanches, doces”, Maya: “Gosto de comida chinesa. Também gosto muito dos cozinhados da minha irmã.” P: “Qual é o teu carro de sonho?”, Maya: “Infniti.” P: “Qual é o teu emprego de sonho?”, Maya: “intérprete.” P: “Descreve o teu lugar favorito para fazer compras”, Maya: “Twin.” P: “Assistes a desporto, se sim, quais são as tuas equipas favoritas?”, Maya: “Pólo.” P: “Praticas algum desporto ou outras atividades?”, Maya: “Ando a cavalo há já cinco anos.” P: “Quais são os teus passatempos?”, Maya: “Montar.” P: “Preferência de bebidas, alcoólicas e não alcoólicas”, Maya: “Gosto de chá e conhaque 4 estrelas.” P: “Tens animais de estimação?”, Maya: “Rato.” P: “Estado civil?”, Maya: “Solteira.” P: “O meu pior hábito é…”, Maya: “Adoro ser caprichosa.” P: “A única coisa que não suporto é…”, Maya: “Quando os outros não entendem e quando me perguntam algo duas vezes.” P: “Que animal melhor descreve a tua personalidade e porquê?”, Maya: “Um cavalo avermelhado.” P: “As pessoas que me conheceram no liceu pensavam que eu era…”, Maya: “Maluca por cavalos.” P: “Como é que descontrais ou passas o teu tempo livre?”, Maya: “P: “Trato dos meus cavalos ou vou passear com a minha irmã, Lina.” P: “Qual foi o momento mais feliz da tua vida?”, Maya: “Quando finalmente encontrei o meu cavalo,Pushistik, depois de uma longa separação.” P: “Quais são as tuas esperanças e sonhos”, Maya: “Quero ter o meu próprio estábulo. Terei muitos cavalos lá.” P: “O melhor conselho que já me deram foi…”, Maya: “Ir para o Pólo.” P: “O pior conselho que me deram…”, Maya: “Aconselharam-me creme para as borbulhas. Não ajudou e agora tenho alguns problemas de pele.” P: “Que tipo de cuecas usas, se algumas”, Maya: “Biquíni.” P: “O tamanho importa? Qual é a tua medida ideal?”, Maya: “Não sei.” P: “Descreve a tua primeira vez (pormenores, local, pensamentos, satisfação, etc.)”, Maya: “Conheci um rapaz. Namorámos quatro meses. Ele convidou-me para a sua casa e forçou-me a fazê-lo… Fizemos sexo mais uma vez depois disso e então separámo-nos… Por minha causa.” P: “O que te excita?”, Maya: “Rapazes fortes e bonitos.” P: “O que te desliga?”, Maya: “Rapazes fracos e aqueles não sabem vestir-se com gosto.” P: “O que te faz sentir mais desejada?”, Maya: “Quando sou convencida ou forçada fazer qualquer coisa” P: “Melhor maneira de te dar um orgasmo”, Maya: “Ainda não explorei isso. Quando souber, digo.” P: “Masturbas-te? Com que frequência? (dedo, brinquedos ou ambos)”, Maya: “Não vou dizer.” P: “Qual foi o teu primeiro fetiche, se algum?”, Maya: “O telemóvel.” P: “Qual é o lugar mais exótico ou invulgar em que fizeste sexo? Ou onde gostarias que fosse?”, Maya: “Gostaria de estar num estábulo para sentir o cheiro dos cavalos.” P: “Posição sexual favorita, porquê?”, Maya: “Com o homem por cima.” P: “Descreve um dia típico da tua vida”, Maya: “Levanto-me às 7h00, tomo o pequeno-almoço e vou para a faculdade. Então. Posso ir até ao rio Don ver os meus cavalos. À noite venho para casa e vamos com a minha irmã a qualquer lado. Quando tenho trabalho de casa para fazer, faço-o.” P: “Tens alguma curiosidade sexual que gostasses de explorar ou tivesses explorado? Por favor, descreve com pormenores (rapariga / rapariga, voyeurismo, etc.)”, Maya: “Ainda não explorei isso.” P: “Descreve em detalhe a tua fantasia sexual favorita”, Maya: “Os crocodilos aparecem muitas vezes nos meus sonhos. Acho esses animais muito sexuais. Penso que este sonho significa que algo sexual vai acontecer no futuro próximo.” P: “Se pudesses ser fotografada de qualquer forma, em qualquer cenário, qual escolhias? O que te faria sentir mais desejada, mais sensual?), Maya: “Embora tenha muitas fotos com cavalos, ainda quero mais. Também gostaria de ser fotografada com o meu ex-namorado para parecer feliz nas imagens.” Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8}. Obra cinematográfica: {“Indian Squaw and her Captives” + Alice + Lina} ѽ {“Wild Fish” + Alice + Lina + Valentina} ѽ {“Deceived Petter” + Alice + Lina}.
Abelina, 1,64 m, 80-59-88, olhos e cabelos castanhos, nascida em 16 de fevereiro de 1983, na Rússia. “Abelina é magnífica e tem uma típica beleza oriental. Às vezes pensamos que é uma princesa do leste. Ela é muito extravagante, sensível e orgulhosa, mas, ao mesmo tempo, não podemos dizer que é difícil de lidar. A modelo tem uma linha clássica proporcionada com rabo arredondado (que atualmente é uma raridade) e mamas muito atraentes. Veste roupas modestas, que lhe assentam bem e tornam-na sexy. Pode positivamente sublinhar a sua sexualidade. Abelina vive na zona industrial de Volgograd com um fator ecológico extremamente mau. Esta região é similar a outras cidades, as pessoas dessa zona raramente visitam a baixa. A nossa miúda vem de uma família de baixos rendimentos, o pai é lavador de tanques de petróleo e a mãe é lavadeira na oficina do caminho-de-ferro.” Site: {The Nude} {Thumbzilla}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20} {fotos21} {fotos22}. Obra cinematográfica: {“Creating The Beautiful”} ѽ {SteppeShower” + Valentina} ѽ {“Boat Trip” + Valentina} ѽ {“DirtyGames” + Alina + Valentina} ѽ {“Let’s Wash Now” + Alina + Valentina} ѽ {“Unreal Shooting”}.
[2] Para sexo ainda mais satisfatório, a indústria disponibilizará aos homens o Rolls Royce 103EX.
[3] O mesmo efeito causa, atualmente, a modelo e cantora ucraniana, Alyona Ponomarenko, vista nos vídeos “СереброДождя” p/ Дельфин, realização Alexander Tikhomirov ♫ “Cinderella (She Said Her Name)” p/ Bob Sinclar ♫ “Настоящая Любовь” p/ Миша Крупин. A eminente Alyona Ponomarenko (Алёна Пономаренко), 1,70 m, sapatos 38 ½, nascida em 1983, em Balakliia, na província de Kharkiv, Ucrânia. Manifestações: {“Fade To Black” p/ Metallica} ∙ {“Twerking”} ∙ {“Feet Play”} ∙ {“Alien Koko”} ∙ {“Заявка на роль Геры”} ∙ {imgur} ∙ {fotos} ∙ {Facebook}. E cantando ♫ “Natural Blues” (Moby) ♫ “Iron Sky” (Paolo Nutini) ♫ “Шуры-Муры” ♫ “Задушу”.
[4] “O dipositivo digital portátil oferecido a Bush pelas suas filhas, Jenna e Barbara, em julho passado [2005], contém muita música country, mas também canções por Joni Mitchell, Van Morrison e The Knack. O leitor de MP3, que pode armazenar até 10 000 canções, contém cerca de 250, segundo o New York Times, que relatou a notícia em primeiro lugar. «iPod One», como o leitor é apelidado, é usado por Bush quando pedala  a bicicleta de montanha à volta do seu rancho no Texas, informou o jornal, o assessor de imprensa Mark McKinnon. A tarefa de descarregar música coube ao assistente pessoal do presidente, Blake Gottesman, de 58 anos, que compra canções individuais ou álbuns na loja de música iTunes. Nem todas as faixas estão na ideologia oficial do partido. A lista de reprodução – vista por muitos como um espelho da alma – inclui músicos que fizeram campanha contra Bush, como John Fogerty. Também no iPod está a canção de 1979, «My Sharona» dos Knack, sobre um homem perseguindo uma mulher muito mais nova. Um dos versos dessa canção, «Such a dirty mind. Always get it up for the touch of the younger kind», levou o editor da revista Spin, Dave Itzkoff, a comentar: «Isto não será coerente com a imagem de Bush como protetor de valores conservadores». Bush, que largou o álcool depois do seu 40.º aniversário, também ouve o cantor country George Jones, alcoólico em recuperação, que canta sobre desgosto e copos. Joe Levy, editor-adjunto da Rolling Stone, disse que isto revelava «um bocadinho de gosto pelo pesado e pelo deboche». McKinnon aconselhou contra demasiada análise da lista de reprodução. «A verdade é que qualquer presidente que se limite aos músicos pró-sistema teria uma coleção muito magra. Ninguém deve psicanalisar a seleção de músicas. É a música para superar o próximo obstáculo», disse ele ao New York Times.”
[5] “Billy Mackenzie e o guitarrista Alan Rankine conheceram-se em Dundee, Escócia em 1976 e formaram uma dupla de cabaret, os Ascorbic Ones. Em 1979, gravaram canções como Mental Torture antes de mudarem o nome outra vez para Associates. O single de estreia, uma versão de «Boys Keep Swinging» de David Bowie, foi lançado em junho de 1979, apenas seis semanas depois de a versão de Bowie alcançar o Top 10, em abril.”

[6] Por coincidência também em terras de Durão Barroso nasceu um político tão importante ou mais quanto George Bush, não tem iPod, mas lufa ar fresco, lufa, isso lufa. “Não esteve presente na reunião do Conselho de Estado que fez aprovar o apelo, mas aplaudiu o esforço de Cavaco Silva. O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, classificou como uma «lufada de ar fresco» o papel interventivo de Cavaco Silva no pedido de consensos para o futuro do país. «O senhor presidente da República ainda é a lufada de ar fresco, na minha opinião, neste choro e ranger de dentes que vai no país», disse ontem [06/07/2014] Jardim quando questionado sobre o papel do presidente da República no último Conselho de Estado. (…). Apesar do aplauso, o madeirense não deixou de considerar essa estratégia como menos frutífera. Questionado sobre o comunicado final da reunião de quinta-feira [03/07/2014] do Conselho de Estado, Jardim disse mesmo que não estava à espera de consensos entre os partidos. «Eu não estou à espera de consensos, isto tem de ser resolvido e os consensos são mais água estagnada», afirmou. No entanto, Jardim considerou que Cavaco Silva «tem feito uma intervenção na melhor das boas-fés». O Conselho de Estado exortou «todas as forças políticas e sociais» a preservarem «pontos de diálogo construtivo» e a empenharem «os seus melhores esforços na obtenção de entendimentos quanto aos objetivos nacionais permanentes». Jardim recordou ainda que a sua posição na política nunca foi consensual, defendendo também não ser possível, neste momento, um entendimento. «Eu sou por uma definição das coisas porque todas as coisas têm a sua lógica subjacente», disse, dando também como exemplo a situação na União Europeia. «O grande mal da União Europeia tem sido viver num consenso permanente entre o Partido Popular Europeu e a Internacional Socialista, não é carne nem é peixe e chega-se a estas situações de compromissos, mas que não são carne nem peixe e a médio e longo prazo elas não têm consistência para funcionar», salientou.” no jornal Público n.º 8851.