Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sexta-feira, março 04, 2011

Chiça-penico é português!
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De podricalhos ninguém lhes apontará o dedo, médio, dobrando o anelar e o indicador desfralda-se, aos olhos dos observadores internacionais, as altissonantes elites locais [1]. Elas arremangam e “dumping vai!” de destreza, das janelas, para as ruas entusiasmadas. Num séquito ministerial ao Golfo Pérsico, arraposava-se Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos: “os maiores objectivos que vamos ter é, por parte da Banca, de encontrar fontes alternativas de funding, e esta região é particularmente favorável para que isso possa vir a concretizar-se e a desenvolver-se”. Como um encantador de dinheiro, acarta ele de fora para cá dentro fazer foding. Copulados e mal pagos – Macário Correia, presidente da Câmara de Faro: “sou pago como uma mulher da limpeza” – a slot machine do Destino só dá cerejas. O último cerejo é Marques Mendes “eu sou laranjinha, certo?”. Repisou ele “‘tou completamente fora da vida política ativa”, mas não se conteve de aputar o povo, para o seu arco e balão político, com uma solução: “um Governo minoritário em Portugal devia ser proibido” [2]. É o “Novo Mundo[3]!
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[1] Os iguais reconhecem os seus iguais. Angelus Silesius: “o olho com que vejo Deus é mesmo olho com que Ele me vê”.
[2] O eguariço militante do PSD, o seu chefe acha-o ainda capaz de tratar das cavalgaduras, esclarece que a malta é porreira: “sabe, que as pessoas da política, de um modo geral, não se vêem numa perspetiva de ressentimento, de rancor, do ressabiamento. As questões põem-se no plano da ideia. Repare, eu acho que este Governo é incompetente, acho que é irresponsável, mas oiça, não é nada de pessoal que eu tenha relativamente a nenhuma daquelas pessoas que lá estão, provavelmente são muito estimáveis, são é incompetentes, coitados, não há volta a dar-lhe”. A política é como o Amor convencional, quando alguém atinge a Verdade, quer ficar por cima, não há coligativas embrulhadas.
[3] A melhor banda portuguesa: Guta Naki, Cátia Pereira, vocalista: “o nosso nome surgiu, por que o Nuno tem, tinha, uma cadela chamada Naki, e havia um amigo nosso que nos chamava sempre de Naki, e entretanto eu tenho uma gata que se chama Guta, que juntamos os dois e começou a fazer sentido, não sei, para nós, apesar de toda a gente dizer que é um nome péssimo”; um disco que a influenciou? “sei lá, acho que aos 14 anos, assim o primeiro disco dos Doors, foi assim uma coisa que me fascinou, acho que foi assim o primeiro”. Dinis Pires, baixista, sobre a canção “Novo Mundo”: “esta foi um bocado inspirada no ‘Novo Mundo’, um filme de Terrence Malick, e é assim um bocado, e eu também gosto de pensar um bocado, que é um bocado como ‘A Fuga das Galinhas’, que é o que há do outro lado, o que é que nos, o que é que nos chama a atenção para sair” ▬ “Cantiga de Amigo”.
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O foding: lixar incautos com produtos financeiros alavancados, não é exclusivo dos balcões dos Bancos, os políticos também se debruçam sobre votantes decúbito ventral. Santos Silva, ministro da Defesa, um genuíno “talibom” da alavancagem [1], chibanteou à simples pergunta: quanto custou a organização da Cimeira da NATO?: “custa o necessário… é na ordem dos milhões de euros. É na ordem dos milhões de euros. Eu não devo responder por responsabilidades que não são minhas… a minha obrigação é dizer aos portugueses que sim, esta Cimeira custa o dinheiro. Custa o dinheiro necessário para que ela se realize aqui. Se ela realize aqui. Signifique que Lisboa é a capital do mundo neste fim de semana… o custo benefício é brutalmente favorável a Portugal”. O vil metal, manuseá-lo, contá-lo, prestar contas, não é mester de gabaritados políticos. Eles não cuidam de quintarolas quando o latifúndio do interesse público está por sachar, afinal isto não é o Quénia [2]. Os políticos portugueses são bons. Passam palavra [3]. No Conselho de Segurança da ONU discursou Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros, o seu homólogo indiano, S.M. Krishna, leu durante 3 minutos as folhas que Amado esquecera na solene peanha. E, os outros invejaram não rolar “hamstermente” o mesmo discurso, até à paz e harmonia mundial [4]. E depois, after hours, a língua liberta-se para beber um Jim Beam.
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[1] Devemo-lo politicamente a Jane Birkin: “ela costumava representar com o rabo, agora ela representa com o cérebro”, escreveu Derek Malcolm e foi entrevistada no Provas de Contacto. Santos Silva talhou-se em “discussões sobre existencialismo na sala de bilhares do Rumo, na rua N. Sª de Fátima, à Boavista” e, as parcas tetas de Birkin, no filme de Michelangelo Antonioni, “Blow Up” (1966), carambolaram-no para o trotskismo. Hoje é calvo e socialista.
[2] O deputado Gidion Mbuvi, apelidado “Sonko” (calão suaíli para “ricaço”), foi expulso do Parlamento por se apresentar de óculos de escuros e brincos. O ministro-adjunto Sylvester Bifwoli Wakoli exasperou: “na história deste mundo, desde que Deus criou o mundo, os homens nunca imitaram as mulheres”. E o vice-orador, Farah Maalim Mohamed, ditou-lhe a ordem: “Você permanecerá fora do parlamento até que esteja vestido decentemente”. O Quénia é o país com o maior índice de nascimento de obamas.
[3] Friedrich Nietzsche: “cada povo tem acima de si um céu de conceitos matematicamente repartidos e, sob a exigência da verdade, ele exige então que qualquer deus conceptual seja procurado apenas na sua esfera”.
[4] A suave palavra do presidente Báráque Oh!bama “olha o mundo”: “a minha esperança e expetativa é a de que continuemos a ver o povo do Irão com a coragem de expressar o seu anseio por maiores liberdades, e por um Governo mais representativo, compreendendo que a América não pode, em última análise, ditar o que acontece no interior do Irão, tal com não pode fazê-lo no Egito, em última análise, são países soberanos que terão de tomar as suas próprias decisões. O que podemos fazer é facultar apoio moral”. O presidente Báráque trouxe a credulidade de volta ao mundo.
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Christine Garnier, “a francesa desavergonhada”, como lhe alcunhava a alta burguesia portuguesa de época, no seu livro “Vacances avec Salazar” (1952): “uma manhã Salazar chegou de repente. Com binóculos, observou as pessoas na praia e murmurou, chocado e desgostoso:
– Ah, essas carnes, essas carnes pecaminosas!
Olhou depois para mim. Eu estava em biquíni. Não trocámos uma palavra, mas soube o que pensava. Nunca mais voltei a usar fato de banho no terraço do Forte de Santo António” [1]. – No cinema, a exposição de carnes é meio filme exibido [2], a metade que interessa, importância percebida pela cinematografia francesa, onde o realizador não autoriza o “fim”, sem a revolucionária tradição “sans culotte”, da atriz principal; na América, regateia-se a amostragem de pele ao milímetro por milhão de dólares, e elas só revelam o que têm para o fotógrafo, como estação para o estrelato: sucessão geracional de talento sem roupas: Louise Brooks (1906-1985), Betty White (1922), Melanie Griffith (1957), Jessica Biel (1982), em pêlo, quem mais desafia a lei da gravidade são as atrizes porno, contornados os 50 anos, ainda gastam meias cópulas. – “Alice in Wonderland” (2010), a Rainha Vermelha: “adoro a barriga quente de um porco para os meus pés doridos”; com a australiana Mia Wasikowska, no papel de Alice, e música da punk canadiana Avril Lavigne. – “Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles” (1975), da realizadora belga Chantal Akerman, 3 horas e 21 minutos “passando-se quase totalmente num T1, o filme persegue os movimentos quotidianos de uma mãe solteira (Delphine Seyrig) no decurso de três dias. Ela coze batatas, engraxa sapatos, tricota uma camisola para o seu incomunicante filho adolescente (Jan Decorte), tudo com um experiente ritmo intuitivo”. “Fascinante estudo de êxtase e contenção, o tempo e a ansiedade doméstica. Prolongando ainda mais a rotina diária doméstica da personagem, planos fixos, o filme de Akerman permite aos espectadores experimentarem a materialidade do cinema, a sua duração literal, e dá um significado concreto do trabalho de uma mulher”: cozinhar, limpar, engomar, prostituir-se, criar o filho. Influenciada pelos exercícios não-narrativos do espaço filmado de Michael Snow e Andy Warhol, “por que os ritmos de montagem e compasso são metódicos e sem pressa como Stanley Kubrick, alguns chamam-lhe ‘2001 doméstico’” [3]. – Os Óscares nunca premeiam os melhores: “Samurai Cop” (1989); ou “9 Deaths of the Ninja” (1985), a mortífera luta contra anões. Eles inflacionam os dons das atrizes “oscarisáveis” nuas, algumas de acinzentar as 5 toneladas de carpete vermelha. – Heróis bárbaros: Sangraal, nome derivado de Santo Graal, em “The Sword of the Barbarians” (1982), os irmãos Kutchek e Gore em “The Barbarians” (1987) ou, “num tempo quando bestas selvagens chamando-se homens vagueavam a Terra gretada”, “Barbariana, Queen of the Savages” (2009). – Arruinando finais de filmes, porque 99, 9 % não vale o esforço de carregar no “play”. – “Manifest Destiny” (2009), de Darrell e Doug Waters, filmado na sua garagem com instrumentos médicos comprados no eBay. – “Beyond Black Mesa” (2010), inspirado no videojogo Half-Life, filmado durante dois anos com uma Canon HV20 e 1 200 dólares: “curta-metragem de ação compacta, centrada em torno de Adrian Shephard e um grupo de combatentes da resistência, pelejando para avisar sobre uma invasão iminente”. – “Take Me Home Tonight” (2011), título de uma canção do Eddie Money de 1986; filmagem iniciada a 19 de Fevereiro de 2007, “a data de lançamento foi adiada vários anos, quando o estúdio não sabia como lidar e promover uma comédia juvenil, retratando o consumo de cocaína, uma droga proeminente nos anos 80”; com os Atomic Tom no palco, a tocar “Don’t You Want Me” dos Human League, o elenco encenou, numa wild party, comum na década de 80, uma coleção de filmes dessa Era.
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[1] Santo António da Barra, no Estoril, residência de Verão do estadista, depois da Segunda Guerra Mundial. O “hediondo ditador” Salazar, nos antípodas de íntegro governante, como hoje é apanágio, insistiu em pagar a renda do seu bolso ao ministério da Defesa Nacional.
[2] Salvos pela webcam.
[3] Incentivo a cozinhar.
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[Finger 5 – “são inevitavelmente descritos como os ‘Jackson Five’ japoneses e com razão. O grupo era composto pelos quatro irmãos Yamamoto, Kazuo, Mitsuo, Masao, Akira e a irmã Taeko, com o mais novo da pandilha, Akira e a sua imagem de marca, os grandes óculos, a liderar a banda. Naturais de Okinawa, tocavam canções que ficavam no ouvido, vestiam roupas a condizer e executavam rotinas de dança coreografadas. Cantavam covers de sucessos da Motown, os dos Jackson Five, incluidos. A banda formou-se em 1967 com três irmãos apenas, Kazuo, Mitsuo e Masao, sob o nome All Brothers. Por sorte, o pai era dono de um bar em Okinawa onde atuavam. Depois de vencerem um concurso local de talentos, ficou decidido que eles poderiam ir mais longe, transferindo-se para Tóquio, embora, na altura, o irmão mais velho, Kazuo, tivesse só 14 anos. O grupo, parcialmente inspirado na série de TV The Patridge Family, labutou na zona de Tóquio, tocando muitas vezes em locais frequentados por militares americanos, como já tinham feito em Okinawa. Em 1970, assinam pela King Records, tal como os Baby Brothers, mas os seus três lançamentos não venderam bem. No início de 1972 Akira e Taeko juntaram-se ao grupo e transformam-se nos Finger Five” ▬ “Koino Daiyogen 6700” (versão Morning Musume) ♫ “Gakuen Tengoku” ♫ “Private Lessons” ♫ “Love of Football”.
O “black bubblegum” foi uma das bases mercantis do seu sucesso – show de TV semanal: “Ginza NOW” e filmes por atacado: “Hello Finger Five”, “Chonoryoku Dayo! Zenin Shugo” e “Finger Five No Dai Boken”; desse produto especializado, a indústria discográfica disponibilizava à vontade de ter do consumidor Frankie Lymon & The Teenagers, o irmão mais novo de Frankie, Lewis Lymon & The Teenchords ♫ Henry Ford and the Gifts ♫ Little Gary FergusonDarrow FletcherFive Stairsteps. “Após a explosão comercial dos Osmonds, o som pastilha elástica preto espalha-se pelas estações de rádio pretas em 1971 e na primeira metade de 72. Um dos primeiros grupos desta mina foi The Ponderosa Twins Plus One, composto literalmente por dois pares de gémeos (Alvin e Alfred Pelham, Keith e Kirk Gardner), mais um quinto elemento Ricky Spicer”.
O caso mais chocante de “infanto-rock”, o programa de TV “Minipops* (1983), só ocorreu por pane cerebral. A Humanidade é inteligente. É um facto científico. Contornar obstáculos não lhe é obstáculo. Quando os pretos, de olhos esbugalhados, nariz achatado, simiescas feições – antes do aperfeiçoamento genético no ecossistema americano, o desfrisar da carapinha e a correção dos traços mais rudes pelo cirurgião plástico – chocavam os padrões estéticos, a Humanidade não os segregou da sua vista nos filmes ou nos palcos. Mascarram-se brancos de preto e obstáculo removido. No caso dos pirralhos também seria fácil, uns adultos de cueiros, umas fraldas, chuchas, uns chocalhos, comporia a ilusão de criança. Mas não, em vez do cérebro, usaram-se crianças verdadeiras, e quando Joanna Fisher (5 anos), carregada na maquilhagem, em camisa de noite, cantou “night time is the right time, we make love”, de “9 to 5” da Sheena Easton, fatalmente prevaleceu o princípio lógico filomédesico**: “se as mães são, as filhas parecem-se”. Brados dos espectadores: “Minipops deveriam chamar-se Miniputas. Vocês estão loucos?”. Bramidos dos jornais: “assassinato da infância”, e o Channel 4 cancelou a segunda temporada da série ▬ “Video Killed the Radio Star”.
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* Ideia de Martin Wyatt, depois da formação do grupo infantil londrino The Mini Pops, e do sucesso de “Stupid Cupid”, cantado pela sua filha Joanna Wyatt. Documentário “Whatever Happened to the Minipops?” (2005).
** Hesíodo, no poema “Teogonia”: “os seus deuses e homens chamam Afrodite (… ou) Filomedes (“philo” = amor; “medea” = genitais) porque surgiu do membro (de Urano, o céu). E com ela foi Eros (Amor), e o gracioso Himeros (Desejo) acompanhou-a no nascimento e quando ela entrou na assembleia dos deuses”. Segundo a “Teogonia” de Hesíodo, Urano foi castrado pelo seu filho Cronos, que atirou os testículos ao mar, formando espuma nas ondas (“aphros”), nascendo Afrodite (= “espuma do mar”).
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O poder do negócio é sagrado e criança vende: Heather Russell assinou um contrato com o negreiro de talentos Simon Cowell. – Em Portugal, as “famílias gastam mais de 7 milhões € por ano para tirar piolhos dos filhos”, logo, rentabilizá-los, é um imperativo “cabobojadórico” para a riqueza de costas áfricas. Vendeu-se o berço de Marisa Pinto, dos Donna Maria ou de Micaela, os Onda Choc (1986-2006) ▬ “Comboio Sem Volta” ♫ “Confia em Mim” ♫ “Vais Pedir-me Para Namorar”; ou os hot pants da Ana Malhoa no “Super Buéréré” (1996-1999): proveniência desse pedagógico êxito “aeiou”, composto pelo romântico Toy].

34 Comments:

  • At 7:34 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Os Oscares são absolutamente tendenciosos quando filmes como "Samurai Cop" ou "9 Deaths of the Ninja", nunca foram premiados.

     
  • At 12:43 da manhã, Blogger xistosa, josé torres said…

    Vinha desejar um bom fim de semana e afinal deparei com novas letras.
    Ando sem tempo, (a fiscalização de uma obra tem-me ocupado os dias e faz-me chegar a casa sem vontade de dar corda ao blog e andar por aí).
    Depois chega o maldito fim de semana para pôr a roupa a arejar em Monção...
    Antes que me esqueça e comece a dizer mal dos deuses que nos orientam, desde a vida ao dinheiro (fisco), sempre recebi os vinte e cinco mil e pico (foi tal a piela que me esqueci dos números redondos).
    Demorou quase 8 anos... mas não me posso queixar dos juros que pingaram. Tanto maldizer e afinal ainda há “gente” séria.
    Ficam em falta mais duas talhadas dos dois anos subsequentes que aguardo 'piamente'.
    Estou a escrever e a rever a frase "O Quénia é o país com o maior índice de nascimento de obamas" e não é necessária a fertilização in vitro. Agora vou… regressarei breve.
    Um bom fim de semana.

     
  • At 9:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Ainda bem que o Estado cumpre os seus deveres, não é só foding, que é o nome técnico, para: forçar a entrada, sem vaselina, tanto pode ser por trás, como pela frente, o que deve doer mais, pois é preciso fazer buraco novo. Não é só o Estado que faz foding, os Bancos também são bons nisso, enfim, já nada se faz sem ser no gerúndio em inglês: marketing, leasing, planing, etc.

    A resposta de Santos Silva à questão de quanto custou a organização da Cimeira da NATO em Lisboa é sintomática da impunidade do foding, que os lusitanos são parvos e tudo pagam e até são felizes. Também é verdade se dessem os números dessa despesa, muito provavelmente estariam politizados, quer dizer, aldrabados. Ontem vinha no jornal que o Estado ainda não pagou aos fornecedores da Cimeira, não deve a malta da Geórgia, as 80 trabalhadoras da noite, não foram em cantigas, e exigiram o carcanhol depois do serviço.

    O tratamento ao deputado do Quénia se chegasse por cá, se houvesse um código de vestuário na Assembleia, lá se ia o fiel Galamba das bancadas. Vê-se que o ministro queniano nunca saiu da terra, quando diz que, desde que o mundo foi criado por Deus, os homens nunca imitaram as mulheres. Mal sabe ele. Naquele país têm nascido muito obamas e até um feliz pai chamou Baracka a uma filha. Talvez outros estejam piores. No Egito, houve um que deu o nome de Facebook à filha.

     
  • At 11:49 da tarde, Blogger tempus fugit à pressa said…

    os óscares são tendenciosos os morangos com açúcar (the movie)
    nem sequer foram propostos para um
    óiscar

    nem os Simpsons (the movie)
    ou esse foi


    2011 M. KOVAS 5 D.,ŠEŠTADIENIS

    DO SINCRETISMO POLÍTICO-INFANTIL
    NÃO É DE HOJE O MOVIMENTO DE ESCRIBAS E ORADORES POLÍTICOS

    SEMPRE TIVERAM OS SEUS PÚBLICOS PARTIDÁRIOS

    E ARREMESSARAM FARPAS CONTRA OS BOIS QUE SÃO O POVO

    PARA GÁUDIO DAS BESTAS POLÍTICAS DA SUA IGUALHA

    OLHAM PARA O POVO NÃO O VEÊM MEXER E ACHAM QUE AGUENTARÁ TODA A CARGA

    OS APÓSTOLOS DO PROGRESSO SOB NOVA GERÊNCIA

    CRIAM NOVOS MOMENTOS DE CRISE

    ALABARDAM VOTANTES POTENCIAIS COM ESPERANÇAS


    E A GRANDE MASSA OLHA E PASSA DESINTERESSADA

    NÃO CONFIA NELES NEM OS RESPEITA

    SIMPLESMENTE PREFERE QUE SEJAM ELES A ASSUMIR A ADMINISTRAÇÃO

    DO CONDOMÍNIO NACIONAL CHAMADO PORTUCALE

    E COMO NINGUÉM OS MOLESTA JULGAM-SE APOIADOS

    PELOS QUE PUSERAM NA MISÉRIA COM O PRETEXTO DE LHES DAREM O PARAÍSO

    ..........{\......._____.....,
    .........{*.\.....(*~*~*).../}
    ........{.~.*\....////^^\../~}UM ANJINHO
    ........{*....\..(((/.6.6./.*}POLÍTICO
    ........{..*.~.\.)))c..=.)*..}OU PALEOLÍTICU..
    .........{*...*.////'_/~`.~.}
    ..........{~.*.((((.`.`\.*}'
    ...........`{.~.)))`\.\))_.-:<*>
    ..............`{.(()..`\_.-'`.`:'
    ................`)/.`..| ACREDITA EM TUDO O QUE O SEU DONO DIZ
    .................(....\' \
    ..................\....\.\ FELICIDADES
    ............_ .__\...| /
    ............|` `'...``Y; A TODO O POLÍTICO EM ASCENSÃO
    ............|./``-../../
    ............`'......|./ é QUE JÁ NÃO HÁ MUITO PARA ONDE ASCENDER
    .................../.`-.
    ...................`---- AGORA A DESCIDA É MAIS PROPÍCIA

    E A GAMELA MENOS FARTA

    Ó PORTENTOS QUE FUMAM CACHIMBOS

    QUE ACREDITAIS NAS VOSSAS PRÓPRIAS MENTIRAS

    e já agora isto dos blogues como máquinas espácio-temporais

    a duas dimensões

    e o carni vale de Azevedo~

    não é o estado natural dos portugueses

    até porque chove sempre
    durante o carni vale

     
  • At 11:51 da tarde, Blogger tempus fugit à pressa said…

    e chamar facebook à filha

    é boa publicidade

    agora ganha uns tustes em tempo de crise

    e quando casar o facebook

    dá-lhe um dote

     
  • At 2:08 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Táxi, La Bestia uccide a sangue freddo:

    http://www.youtube.com/watch?v=IBkltedOWUg

    Bom carnabal!

     
  • At 11:14 da manhã, Anonymous José Sousa said…

    Caro amigo Táxi Pluvioso!
    Adoro sempre vir ler o que escreve. Com um certo miticismo mas que, sem dúvida, com toda a razão. Gosto de que escreve como o amigo o fáz. Continue por aí.
    Quanto ao carnaval, não vou, pois tenho visto todos os meses carnaval na assembleia da republica.

    Um abraço e não vá encontrar por aí algum dos já mascarados politicos do nosso país!

     
  • At 5:34 da tarde, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    Acho que a melhor forma de comentar este texto é com uma história que ouvi recentemente. Um jovem diplomata queixava-se ao embaixador como seria possível Portugal ser tão atrasado, sendo nós descendentes daqueles que partiram para dar novos mundos ao mundo. O embaixador respondeu-lhe que não, nós éramos descendentes mas daqueles que ficaram.

    Abraço!

     
  • At 10:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    ضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن: seria um grande orgulho (mais um) para Portugal, se os “Morangos com Açúcar” estivessem nomeados, e venceriam pela certa. Infelizmente só fazem a peça de teatro musicado e nessa área só vence La Féria.

    São os portugueses um povo de vencedores: Obikwelu, Naide Gomes, Nelson Évora, Liedson, Deco, Pepe e a lista está aberta e atenta às portas das maternidades. É natural que os dirigentes lhes sejam adequados. Um grande povo tem grandes dirigentes. E até hoje essa verdade tem sido… verdadeira. E para a ter informatizada, começa hoje o censo, mais uns milhões de euros para uma boa causa: recolher informação sobre os carneiros para melhor os conduzir.

    Não sei se a filha chamada Facebook casará. Acho que se vai amigar e desamigar como as pessoas facebucadas fazem, e pai não ficará nada satisfeito.

     
  • At 10:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: Klaus é frio como o gelo nas câmaras frigoríficas das morgues.

     
  • At 10:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Sousa: o Carnaval é geral neste país. O povo gosta e participa durante todo o ano. Este ano vai se impossível não ver políticos disfarçados, de economistas, gestores, administrados, CEOs, enfim.

     
  • At 10:15 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: muito bem observado. E explica muita coisa. Até para se ver este povo de forma lúcida é preciso ser-se estrangeiro ou ir até ao estrangeiro. Não, no espírito de férias, como é habitual na geração mais rica que Portugal produziu, pegam nas malas e vão para aqui e para acolá, mas ir realmente interagir com coisas novas. Isso é muito difícil. Os portugueses relacionam-se mal com os outros, fora de portas andam sempre no espírito do pastel de bacalhau ou de ouvir fado saindo de uma janela.

     
  • At 1:38 da tarde, Blogger lampâda mervelha said…

    Caro Táxi,

    O Carnaval já teve mais piada. A última vez que participei na folia, andei a beijar um retrato do Sadamm a noite toda, com um Katyusha ás costas e demais adereços explosivos à cintura. Já o senhor faz torrões há algum tempo e, diga-se de passagem, que a terra lhe pese nos ossos.

    Este ano ainda pensei no Kadhafi, mas como a situação económica não está para grandes gastos, achei que a ideia de alugar uma tenda principesca, séquito, camelos e assentar arraial ali no relvado da biblioteca, ficaria um tanto dispendiosa. Pronto, numa versão mais poupadinha, fiz uma t-shirt com a frase "Kadhafi has left the building". O tempo até nem está muito frio, o problema é que o sacana tramou-me o timing da coisa. Ainda continua agarrado ao cadeirão.

    Bom, já andei vestido de fada dos dentes (versão Motorhead) durante a passagem de ano. E para folias, acho que já me chega ver o Roberto e as suas fífias.

     
  • At 6:56 da tarde, Blogger Mariazita said…

    AGRADEÇO A VISITA, LAMENTO A FALTA DE OLFATO :), ACONSELHO IDA AO OTORRINO, E DESEJO...

    ALEGRE CARNAVAL!!!

    BEIJINHOS

     
  • At 9:16 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Podes ver em ecrã grande sem perda de resolução:

    http://www.youtube.com/watch?v=PZpzsxKquDc&feature=related

    Celente filme!

     
  • At 10:24 da tarde, Blogger Paulo said…

    BOM CARNAVAL!!!
    Abraço

     
  • At 10:37 da tarde, Blogger Folhetim Cultural said…

    Olá você participara do Chá das 5 a obra lida no Blog Folhetim Cultural é de Roberto Prado o Ranzinza do blog http://blogdonemesis.blogspot.com/ ele sempre participa em sábados alternado do espaço Chá das 5 aos sábados espero que sempre possa visitar nos e expor vossa opinião. Fico feliz pela sua visita no nosso espaço grato. Sucesso em seu espaço. Magno Oliveira Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno Telefone: 55 11 61903992 E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com

     
  • At 8:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    lampâda mervelha: com o Kadhafi será sempre melhor esperar, ainda não se sabe quem vence o jogo, e depois lá se vai o petróleo em conta, com alguma precipitação na escolha. E mais, com os juros a chegarem aos 8 % ainda vamos precisar do Kadhafi para comprar dívida.

     
  • At 8:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: e bem vamos precisar do olfato para cheirar o Cavaco neste cavaco reloaded. Muito se espera daquela sapiência douta. Será um narinas para que vos quero.

     
  • At 8:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: ah, bons tempos em que havia cinema europeu, ou melhr, em que havia Europa.

     
  • At 8:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Paulo Sempre: infelizmente acabou-se o Carnaval mas começa a folia.

     
  • At 8:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Folhetim Cultural: interessa-me particularmente a cultura, embora ache que a nossa sociedade se acomodou mais à produção de bens culturais do que à cultura, com novas ideias e novas formas de abordagem das questões.

     
  • At 2:24 da tarde, Blogger José said…

    Macário, beijar uma mulher que fuma no dia da mulher, é como beijar um cinzeiro. Dias Loureiro, está apanhando soalheiro, lá para os lados de Cabe Verde, com o denheirinho que gamou ao bpn, são mais os ladrões que o dinheiro que há. Mais tarde ou mais cedo, o Constâncio, deixou fazerem o gamasse,e ainda foi promovido,e o povo é que ficou... pior

     
  • At 2:26 da tarde, Blogger José said…

    Macário, beijar uma mulher que fuma no dia da mulher, é como beijar um cinzeiro. Dias Loureiro, está apanhando soalheiro, lá para os lados de Cabe Verde, com o denheirinho que gamou ao bpn, são mais os ladrões que o dinheiro que há. Mais tarde ou mais cedo, o Constâncio, deixou fazerem o gamasse,e ainda foi promovido,e o povo é que ficou... pior

     
  • At 12:52 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=13701

     
  • At 2:11 da manhã, Blogger Brontops Baruq said…

    Os Minipops me remeteram a um programa de rádio de rock alternativo aqui de São Paulo. Eu não lembro direito quem eram os apresentadores, mas lembro que eles encontravam umas coisas bem bizarras... Uma delas era um grupo (norte-americano?) punk composto por crianças de uns doze anos. Não lembro se o nome do grupo era "Salsichas Podres" ou se eles arremessavam salsichas contra o público...

     
  • At 3:59 da tarde, Blogger Ana Casanova said…

    Olá Táxi

    já vim tarde para te desejar um bom carnaval mas acredita que de foliona não tenho nada. Desculpa o termo e desabafo mas tenho mais mesmo é de "parvalhona" num mundo onde reina a esperteza saloia.
    Para juntar ao que já tinha tenho a minha mãe com uma Angiopatia amiloide e como "ajuda" toda a gente se cortou e ainda dão sentenças, fazem criticas e eu sofro e trabalho que nem uma autêntica burra porque a mãe é mesmo minha!
    Como é meu costume, de dia rio e a noite choro e vou escrevendo para quem gosta de me ler e fazendo projectos com o César e lutando e pedindo a Deus pelo Gonçalo porque a minha mãe tem o destino certo...
    Parece que me conformei mas não e ainda por cima vim desabafar para aqui. Tem tudo a ver não é?
    Como vivemos mesmo num mundo de loucos, acho que vais perdoar mais uma.
    Beijinhos e vai aparecendo porque acredita que me deixas sempre a rir e é muito bom! :)

     
  • At 11:32 da manhã, Blogger tempus fugit à pressa said…

    João Eusébio da companhia de Jasus refere que há no mundo umas plantas que poderão ser como cá, melões mas cujos frutos são viventes e imitam a espécie de borregos ou cabritos.
    Estes enquanto verdes vão crescendo com o suco da planta, quando amadurecem levantam-se vivos e comem a erva circunvizinha, até que se despedem da vida em que nasceram


    Quem cria corvos fica sem olhos

    Tais são as unhas domésticas que não contentes com tudo quanto lhe dais querem dominar tudo quanto encontram
    e tudo é pouco para sua cobiça e voracidade

     
  • At 10:35 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: agora é que nos faz falta valores como o Dias Loureiro. O Estado devia pagar-lhe a viagem de volta e chorudo ordenado para nos tirar da bancarrota. Estou convencido de que ele, em dois tempos, nos enriquecia, se não a todos, sempre são 11 milhões, pelo menos a alguns.

     
  • At 10:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: epá com espinhas! Dava jeito era com osso, aguentava-se mais em estado de prontidão, e depois dava para fazer umas piadas sobre o tutano.

     
  • At 10:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Brontops Baruq: "Salsichas Podres" é um muito bom nome. No estado em que está a música atualmente, bem que os consumidores precisavam de que lhes atirassem umas salsichas podres, por continuarem a consumir.

     
  • At 10:37 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Humana: o bom deste país é que o Carnaval nunca é tarde. Estamos sempre em Carnaval. Proporciona-nos uma vida de miséria mas ninguém pode dizer que não é divertido. E agora que há outra tropa que visa subir ao poleiro ainda melhor. Força, os azares não podem ser eternos, nunca vêm sós, mas não são eternos.

     
  • At 10:38 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن: a cobiça é o motor do capitalismo, e, dizem, trouxe grande riqueza ao mundo. A não ser que seja cobiçar mulher alheia, nesse caso dá em tiroteio, ou dava, agora acho que o marido até vê como um elogio à mulher e a ele, que casou com mulher cobiçada. Com Governo novo isto vai ser uma maravilha. Até nos vão cobiçar do estrangeiro, Espanha, incluída.

     
  • At 10:12 da tarde, Blogger xistosa, josé torres said…

    Afinal andam por aí uns mentirosos. Prometem, mas cumprir... só o governo é pior.
    Pensava que estava já no reinado dos Passos ou Paços Perdidos, mas parece-me que o naufrágio ainda não provocou vítimas.
    Nunca falho o Jornal da 9 ou vinte e uma, na esperança vã de que todos tivessem ido pescar e a protecção civil ande a afastar os tubarões.
    Ao fim e ao cabo são todos da mesma família, uns os bons ladrões e outros os maus... vão sobrevivendo enquanto a manada tiver "milho" para os sustentar.
    Bem, mas deixemos as agruras e vejamos as vantagens de termos ás portas o FMI, a UE, o BCE, ou outra sigla qualquer.
    O que eu quero é CARNE!!!
    Tem que ser tenra que os dentes não ajudam...
    Pode ser que tenha sorte.

    Vou partir e nunca mais prometer o que não posso cumprir.
    Hei-de voltar ainda nesta encarnação.

    Cumprimentos.

     

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